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Dicas bibliográficas (para estudos sobre imagens e narrativas)

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Página destinada a dicas bibliográficas com estudos sobre imagens e narrativas, além de resenhas.

Prezado leitor: a divulgação de seu material será gratuita, desde que o material para tanto seja enviado de acordo com os padrões de História, imagem e narrativas.


MALERBA, Jurandir (org.). História escrita - teoria e história da historiografia. Porto Alegre: Sulina, 2005.
Pensadores contemporâneos da História, provenientes de distintas tradições nacionais e simpatias teóricas, refletem acerca do conceito de historiografia e analisam a epistemologia da história. Obra bastante atual, permite aos leitores brasileiros o acesso privilegiado às idéias de Horst W. Blanke, Massimo Mastrogregori, Frank Ankersmit, Jörn Rusen, Angelika Eppe, Masayuki Sato, Hayden White e Carlo Ginzburg. (veja a reprodução da apresentação do livro na página de lançamentos, de "História, imagem e narrativas")
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MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.
A obra de Morin tem muitas facetas e está dividida em várias partes. No melhor estilo daquele que escreve, trata-se de um holograma: o todo está na parte que está no todo. Inúmeras são as janelas e portas que dão acesso a essa leitura do mundo feita de tantos nós e de tantos links. Tudo se interliga. Nada pode ser descartado sem análise minuciosa. Existe a grande reflexãoenglobada nos seis volumes de O Método. Mas há também os textos de investigação sobre a antropologia, a política e a cultura de massa. Não bastasse isso, Morin investiu também na apresentação das suas idéias de maneira didática, num colossal esforço de clareza para um público mais amplo. É o caso de Introdução ao Pensamento Complexo. Não se trata, contudo, de uma simplificação nem de um empobrecimento, mas de uma forma específica de apresentação de idéias. Paradoxalmente, daria para garantir que, neste texto de ampliação do horizonte de leitores, Morin realiza uma operação complementar e antagônica: produz a essência de seu pensamento, um concentrado altamente exigente e preciso das suas teorias, e, ao mesmo tempo, apresenta um texto de uma simplicidade cristalina e de grande potencial de comunicação. Este livro permite a qualquer um compreender os fundamentos do pensamento complexo. Em primeiro lugar, elimina ilusões e mal-entendidos. A complexidade não é uma receita de bolo nem a fórmula mágica para decifrar fenômenos até agora resistentes aos esforços científicos. Depois, trata de mostrar a necessidade e a validade da defesa de uma interpretação complexa do existente. Edgar Morin não tenta inventar mais um sistema filosófico abstrato, fechado e coerente por não se referir ao vivido. Ao contrário, busca pensar o que todos vivem, desde a interação entre cultura e natureza até os desvãos do imaginário, do sonho, da utopia e da poesia. Conceitos, definições, hipóteses, terminologia e principais referências de um pensamento denso e trabalhado durante décadas aparecem nesta obra. Sem dúvida alguma, este e o livro para aqueles que sentem vontade de fugir do reducionismo e temem os delírios daqueles que estão encerrados na adoração da palavra e do conceito.
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CARDOSO, Ciro Flamarion. Narrativa, sentido, história. Campinas: Papirus, 1997.
Os historiadores, como muitos outros praticantes das disciplinas sociais e humanas preocupam-se com a questão da textualidade. Parecem-lhes pertinentes, em especial, as estruturas narrativas e a noção de sentido ou significação. Este manual quer preencher as lacunas nessa área da formação em História. Cada capítulo dedica-se à apresentação detalhada e à explicação passo a passo de exemplos de uso, para os fins de pesquisa histórica, de métodos que permitam abordar com proveito as questões atinentes à narrativa e ao sentido de textos escritos e filmes.
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ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. São Paulo: Perspectiva, 1979. Coleção Debates.
Leitura obrigatória para quem estuda a questão da cultura de massas na era tecnológica. Com sua enorme perspicácia crítica e domínio da pesquisa teórica e interpretativa, Eco, nestes ensaios, aborda o tema numa perspectiva estética. Um excelente trabalho que conjuga teoria e metodologia, com demonstrações, discussões conceituais e análises aprofundadas que vão desde as que abordam o cinema, a publicidade e a televisão até as histórias em quadrinhos e toda sua carga semiótica, cultural, política, estética e histórica.
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GUBERN, Román. El discurso del comic. Madri: Catedra, 2001
Constitui um excepcional inventário enciclopédico das convenções utilizadas na narrativa desenhada, ilustrado por cerca de duas mil imagens. Em um apaixonante percurso pelo acervo de símbolos e recursos lingüísticos utilizados pelos quadrinhos, os autores analisam suas convenções iconográficas, seus elementos literários e suas técnicas narrativas. Através deste corpus enciclopédico é demonstrado que algumas convenções semióticas e estéticas dos quadrinhos procedem de outros meios de expressão anteriores (como a pintura, a caricatura ou a novela), enquanto que outras constituem cunhagens específicas, que revelam o gênio dos desenhistas e a sagaz cumplicidade de seus leitores.
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KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru: Edusc, 2001.
É um livro que desenvolve métodos e análises de produção contemporânea de filmes, de programas de televisão, música e outros, com o objetivo de discernir sua natureza e seus efeitos. Sua tese é que na mídia se encontra hoje a forma dominante de cultura, forma que nos socializa e nos fornece material de identidade, tanto em termos de reprodução quanto de mudança da sociedade. Kellner faz seus estudos culturais através de uma mistura de análise teórica e discussões concretas sobre algumas das formas mais populares e influentes de cultura contemporânea veiculada pela mídia. Kellner argumenta que estamos num estágio de transição entre a era moderna e uma nova era pós-moderna, e que a cultura veiculada pela mídia é um campo privilegiado de estudo, vital para podermos entender toda a importância das mudanças que nos sacodem hoje em dia.
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MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações – comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003.
Uma tomada de posição metodológica e conceitual no campo da comunicação, que leva em conta não apenas as mudanças internas, mas também as novas dinâmicas culturais, detectadas pelas ciências sociais no âmbito dos fenômenos da globalização e de movimentos populares. A transdisciplinaridade emerge, assim, como o caminho teórico capaz de evitar a dissolução dos "objetos" comunicacionais nos de outras disciplinas e de aproximá-los do campo dos "estudos culturais", onde novos agentes históricos e novos conflitos sociais recebem acolhida própria.
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