Constelar - Última edição Astroletiva

ISSN 1808-9895

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Edição 7- outubro de 2008

Imagem da capa: Montagem de Carlos Hollanda: "A Modernidade no Liquidificador".

 

 


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A Modernidade no liquidificador - Ler o editorial
Carlos Hollanda

 

 


1- Identidade-Diferença na contemporaneidade – uma visão pós-moderna.

Any Leal Ivo
Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia - PPGAU
anybivo@hotmail.com

Fábio Velame
Doutorando do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia - PPGAU
Fabio.velame@hotmail.com

 

Resumo:
Tendo como referencia os autores o STUART HALL e ZYGMMUNT BAUMAN esse texto objetiva abordar a questão da identidade na atualidade, trançando os motivos que levam à relevância dessa temática nos discursos e produções contemporâneas. Ademais, busca demonstrar a transposição dessa temática – a questão da identidade ou, podemos dizer da diferença - ao campo do pensamento urbanístico e da cidade enquanto representações das relações humanas. Para tanto, terá como suporte além das obras desses autores, outras perspectivas que auxiliam o enfrentamento dessa temática: Heidegger, Nietzsche, Deleuze, são alguns dos autores que nos permitem enfrentar o desafio de pensar a Identidade-diferença hoje. No campo urbanístico abordaremos os escritos de autores como Otilia Arantes, Rem Koolhaas, Jane Jacob entre outros.

Palavras-chave:
Identidade, Diferença, Urbanismo, Cidade, Modernidade e Pós modernidade


2- Para além do imaginário cientificista:
Um caso de diálogo entre história e psicologia social.

João Gilberto da Silva Carvalho
Doutorando, Psicologia – PPGP/UFRJ

 

Resumo:
o artigo faz uma reflexão acerca dos pontos de contato entre a teoria das representações sociais e a história. O rompimento do paradigma científico clássico tem permitido a aproximação entre as ciências e o surgimento de novas e arrojadas perspectivas de trabalho. Há temas que demandam aportes transdisciplinares, como é o caso de análises sobre identidade, imaginário, modernidade, entre outros. Em nosso trabalho, o diálogo tem se mostrado promissor e mais uma possibilidade de alargamento de campo à teoria das representações sociais, que tem produzido pesquisas em áreas tão distintas, como a educação, a saúde, entre outras.

Palavras-chave:
Palavras-chave: representações sociais, identidade, imaginário


3- Uma história sem história: considerações sobre o feminino.

Regina Moura
Mestre em Artes Visuais EBA/UFRJ
professor EBA / UFRJ
reginamoura3@yahoo.com.br

 

Resumo:
Este trabalho propõe um olhar sobre o feminino na cultura ocidental, nesse sentido aborda aspectos da trajetória das mulheres, seu papel social e as relações de poder geradas e impostas pelo sistema patriarcal. O objetivo é discutir a desvalorização prática e simbólica do sujeito feminino no contexto histórico, o lugar ocupado pelas mulheres à margem da sociedade e a possível conquista de um território e uma identidade.

Palavras-chave:
História das mulheres, relações de gênero, espaço feminino


4- “Do you Love me?” – uma cartografia do outro.

Aline Amsberg de Almeida
Mestranda UNICAMP/IEL
alineamsberg@gmail.com

 

Resumo:
No presente artigo, analiso o conto “Do You Love Me?”, do australiano Peter Carey, no qual ocorre a desmaterialização de regiões geográficas, elementos da cidade e corpos dos personagens. Fundada no fato de que, no conto, alguns corpos desaparecem diante dos olhos dos outros, e no papel dos cartógrafos na cidade onde a história ocorre – enfatizado na narrativa –, busco unir a cartografia geográfica à “cartografia do outro”, que proponho como possibilidade de leitura. Baseada nas leituras de Paul Virilio, Gilles Deleuze e Katherine Hayles, teço um paralelo entre a “desrealização do real” sugerida por Virilio e os corpos desmaterializados no conto.

Palavras-chave:
Corpo – Cartografia – Peter Carey


5- Cemitério Municipal São José: um espaço da Egiptomania em Ponta Grossa

Maura Regina Petruski
Prof. Dr.de História Antiga da Universidade Estadual de Ponta Grossa
e-mail: mpetruski@uol.com.br

 

Resumo:
A egiptomania se desenvolveu inicialmente em território europeu espalhando-se, gradativamente, para outros continentes. Trazendo em seu bojo a re-significação da cultura egípcia, esse trabalho procura mostrar a presença dessa perspectiva cultural no espaço cemiterial na cidade de Ponta Grossa.

Palavras-chave:
egiptomania, cultura egípcia, cemitério e arte cemiterial


6- Ilarilariê (ô, ô, ô): Um disco da Xuxa e a análise de valor.

Leonardo Napp
Historiador pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio UNIRIO/MAST, bolsista FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, pesquisador do Núcleo de Pesquisa Arqueológica da UFRGS – NUPArq/UFRGS; leonapp@gmail.com

Mário Ferreira de Pragmácio Telles

Advogado no Programa de Especialização em Patrimônio – PEP do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN/LACED/MN/UFRJ, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio UNIRIO/MAST e membro do grupo de pesquisa em Direitos Culturais da Universidade de Fortaleza- UNIFOR; mpragmacio@gmail.com

Michel Platini Fernandes da Silva

Historiador pela Universidade Estadual do Ceará, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio UNIRIO/MAST, bolsista FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro; m.platini@gmail.com

 

Resumo:
Este artigo tem o objetivo de trabalhar questões relativas à problemática do valor na constituição do patrimônio cultural, a partir da análise de um disco da cantora Xuxa. Tais reflexões se fazem sob três diferentes aspectos: o primeiro consiste na investigação da relação homem-natureza e a produção de artefatos; o segundo investiga o processo discursivo dos objetos e sua representação simbólica; o derradeiro analisa os critérios e valores utilizados na proteção legal do patrimônio cultural brasileiro.

Palavras-chave:
Patrimônio cultural, artefato, discurso


7- Uma outra festa para a Porto Alegre do século XIX: modernidade e carnaval.

Caroline PereiraLeal
Mestre em História pelo PPG/PUCRS/CNPq.
carolpleal@yahoo.com.br

 

Resumo:
O presente artigo tem como objetivo fazer uma análise acerca dos discursos sobre a modernidade veiculados pelos jornais que circulavam na capital da Província do Rio Grande. A partir do último quartel do século XIX, implementou-se uma nova forma de se brincar o carnaval em Porto Alegre: os préstitos e bailes promovidos pelas Sociedades Carnavalescas. Através desse novo carnaval, pretendia-se reformar a cidade – física e moralmente – para inseri-la no patamar das grandes metrópoles. Como esse discurso aparecia na imprensa da capital e era passado para a população da cidade?

Palavras-chave:
Modernidade. carnaval. Cidade


8- Nascido em 11 de setembro: opiniões políticas de leitores do Capitão América em 2003.

Jefferson Luis Ribas de Oliveira
Mestrando em história – UNIOESTE – pesquisador do Centro de Estudos em História da Leitura, do Livro e da Biblioteca (CEHBIB / UEPG)

Cláudio DeNipoti
Doutor em História, professor Associado do departamento de história da UEPG, coordenador do Centro de Estudos em História da Leitura, do Livro e da Biblioteca (CEHBIB / UEPG)

 

Resumo:
Este artigo estuda as formas como os leitores de histórias em quadrinhos perceberam as representações da guerra contra o terror Norte-Americana, expressas na saga do Capitão América, publicada a partir do primeiro aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001. No processo de compreensão da leitura, busca-se o entendimento dos processos culturais de criação, passando pelos autores, desenhistas, editores de HQ e, finalmente, leitores, e sua inserção em debates político-sociais que acompanham e informam essas representações.

Palavras-chave:
História em quadrinhos; história cultural; história da leitura; representações; leitores; Capitão América


9- Representações de si e dos outros nas Relaciones de Almesto e de Vázquez sobre a Jornada de Omagua e Dorado (1560-61).

Deise Cristina Schell
Licenciada em História, UNISINOS
deisecris@gmail.com

 

Resumo:
As Relaciones de Pedrarias de Almesto e de Francisco Vázquez, ambos participantes da Jornada de Omagua e Dorado, são a documentação primária da viagem que analisamos sob a perspectiva do conceito de "representação" (Chartier, 1990; 1991). Verificando de que forma Almesto e Vásquez representam a si e aos outros personagens da expedição – em especial, Pedro de Ursua, Fernando de Guzmán e Lope de Aguirre – em seus escritos, acreditamos ser possível compreender como foi construída a memória sobre este singular evento dentro do âmbito da Conquista do Novo Mundo.

Palavras-chave:
Relaciones, Jornada de Omagua e Dorado, Lope de Aguirre, representações


10- Narrativas, memórias e identidades: mulheres da comunidade negra dos arturos.

Seldinha de Jesus
Bacharel em História pela Faculdade de Ciências Humanas e Letras do Centro Universitário Newton Paiva - Minas Gerais; integrante do Grupo de Estudos em História Oral.
seldaje13@yahoo.com.br

Juniele Rabêlo de Almeida
Pesquisadora do Núcleo de Estudos em História Oral/NEHO-USP; Doutoranda em História Social /USP; Mestre em História e Culturas Políticas/UFMG; Professora do Centro Universitário Newton Paiva.
junielerabelo@gmail.com

 

Resumo:
O artigo investiga, por meio dos procedimentos da história oral de vida, as mulheres da Comunidade Negra dos Arturos (localizada no município de Contagem – Minas Gerais). Busca-se revelar as experiências sensíveis das “Mulheres Arturos” apontando identificações coletivas a partir da compreensão das memórias narradas. Percepções ligadas à família e ao trabalho, indicam na história do cotidiano: o ambiente da casa, o trabalho na roça, os cuidados com os filhos e marido. Em uma abordagem de gênero, pretende-se redimensionar os “olhares” sobre a Comunidade Negra dos Arturos, abordando o papel da mulher nos festejos, na religiosidade e na manutenção da ordem familiar.

Palavras-chave:
Comunidade dos Arturos, Mulheres, Narrativas, Memórias, Identidades


11- Tu es Amor, Caritas. Os Gestos da Caridade em São Francisco de Assis.

Miriam Lourdes Impellizieri Silva
Professora Assistente de História Medieval, UERJ.
Doutoranda em História Social, USP.

 

Resumo:
Uma das características mais marcantes da santidade nos séculos centrais da Idade Média é a caridade. No pensamento franciscano das origens a caridade ocupa um lugar central. Ela é amor e representa tanto o Deus louvado por Francisco em palavras e ações como o sentimento predominante na fraternitas primitiva. Ao longo do século XIII, a Ordem dos Frades Menores produzirá um sem número de vidas escritas e de imagens pintadas do seu fundador, obras que refletem as mudanças ocorridas no seu interior, a partir das divergências internas e do seu crescimento extraordinário. E principalmente, obras que produzem diferentes imagens de Francisco, representativas dos diversos momentos da evolução da própria ordem menorítica. Neste artigo, analisaremos o processo de construção da imagem de Francisco, em que serão enfatizadas duas obras, a Tavola Bardi e o Ciclo da Vida de Francisco de Giotto em Assis, analisadas sob o conceito da caritas franciscana.

Palavras-chave:
Religiosidade Medieval - Franciscanismo Primitivo - Santidade


12- Representações do pensamento acerca da escravidão e trabalho na Antigüidade.

Sílvia Sônia Simões,
Bacharel em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
ssimoesbr@yahoo.com.br

 

Resumo:
Traçar um quadro geral dos conceitos de trabalho e de escravidão, através de citações extraídas das obras de pensadores no período da Antigüidade Clássica que ilustram suas impressões, percepções e justificativas para seu posicionamento perante estas duas categorias presentes nestas sociedades.

Palavras-chave:
trabalho, escravidão, Antigüidade Clássica


13- A escrita de si na situação de tortura e isolamento: as cartas de Manoel Raimundo Soares.

Susel Oliveira da Rosa
Pós-Doutoranda, UNICAMP, Bolsista FAPESP
susel.oliveira@gmail.com

 

Resumo:
Escrever é mostrar-se, dar-se a ver ao outro, diz Michel Foucault. Nesse sentido a escrita de si comporta uma presença quase física de quem é lido. Analisar as cartas que o ex-sargento do Exército nacional - Manoel Raimundo Soares - assassinado pelos agentes da repressão no ano de 1966 em Porto Alegre, escreveu a sua esposa quando estava na prisão, é o objetivo desse artigo.

Palavras-chave:
cartas - escrita de si - tortura - isolamento


14- O filme como fonte histórica para o historiador.
Um estudo de caso: “Memórias Póstumas” de André Klotzel.

Ione A. M. Castilho Pereira
Mestre em História/PUCRS
ione_castilho@yahoo.com.br

Mônica Karawejczyk
Mestre em História/ PUCRS
monicaka@terra.com.br

 

Resumo:
Este artigo pretende fazer uma reflexão sobre o uso de filmes pretensamente históricos como fonte de conhecimento da história. A projeção de películas como uma forma alternativa de se ensinar história tem seduzido muitos professores, mas esta crescente prática quase nunca é acompanhada de uma reflexão sobre o uso deste instrumento. Para alcançar esse intento, primeiro apresentamos uma breve reflexão sobre a questão do uso do filme como fonte histórica, seguido de uma tentativa de exemplificar o que foi debatido com um estudo de caso do filme brasileiro Memórias Póstumas dirigido por André Klotzel.

Palavras-chave:
Filme histórico, Memórias Póstumas, história do Brasil


15- “Foi assim”: múltiplas narrativas do audiovisual e a cultura amazônica.

Edilson Mateus Costa da Silva
Mestrando em História, UFPA/PPHIST, bolsista do CNPq.

 

Resumo:
O artigo tenta dar conta de uma problemática iniciada no estudo da canção popular que é o binômio texto-imagem, entre outras palavras, a análise dessa fonte precisa compreender duas narrativas sobrepostas: texto e som. Porém, a canção abrange um foco mais amplo, o momento do lançamento do álbum inclui a narrativa gráfica e mais além: o audiovisual. Ou seja, busco compreender as múltiplas narrativas possíveis em um videoclipe de Fafá de Belém em 1977 chamado Foi Assim do LP Água, sobreposições de narrativas, coerente entre si, incorporadas em amplo espectro da indústria cultural e da relação entre cultura amazônica/ cultura brasileira, ora formando uma nação, ora “isolados”.

Palavras-chave:
Audiovisual; Canção Popular; Cultura Amazônica; Indústria Cultural


16- A História Virtual: uma análise sobre a construção histórica do homem, no processo de construção da História científica, história contemporânea e história cotidiana em tempos de “internetização”.

Gilson Xavier de Azevedo: Mestre em Ciências da Religião com ênfase em Sociologia da Religião pelo Centro Logos de Educação de São Paulo.

Wesley Lima de Andrade
: Aluno do segundo período 2007 do curso de Bacharelado em História pela Universidade Estadual de Goiás

 

Resumo:
A história oral, bem como a construção antropológica da história enquanto ciência ou disciplina são elementos convergentes que apontam para um futuro que segundo Heidegger acontece em desein, ou seja, já chegou, já está ai. Desse modo, o artigo pretende analisar os principais eventos, marcos e discussões que têm pautado a emergência da história oral como uma área de conhecimento específica abordando a relação entre história oral, literatura e imaginário, já que a história oral e a literatura se constituem numa narrativa; ou são reconstruções da realidade em que o fato e a criação se entrelaçam na construção do conhecimento histórico. Depois o artigo trata de alguns dos impasses da História contemporânea, identificando alguns de seus limites como disciplina científica e ressaltando sua especificidade frente às demais ciências humanas. Em seguida aborda a estreita associação que atualmente se processa entre computador/Internet e condutas sociais, observando a presença de práticas de sociabilidade ao "modo clássico", sendo mantida pelo encontro face a face, bem como a especificidade gerada por tal tecnologia: a presença da interface gráfica como mediador do encontro social e por último, a questão das representações e linguagens mais usadas na produção do conhecimento histórico, no ensino fundamental.

Palavras-chave:
História oral; Historiografia; Cotidiano; Antropologia urbana; Internet; Produção do Conhecimento; Representação


17- Entre Limões de cheiro e açoites: o carnaval e a escravidão na imprensa ilustrada. Pelotas-RS, 1880-1889.

Aristeu Elisandro Machado Lopes
Doutorando em História/UFRGS – Bolsista CNPq
Professor Substituto da Universidade Federal de Rio Grande/FURG
e-mail: aristoriaufrgs@yahoo.com.br

 

Resumo:
A imprensa ilustrada foi um dos ramos do jornalismo que mais se desenvolveram no Brasil do século XIX. As cidades mais desenvolvidas do Império contaram com este tipo de publicação como Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul. Os periódicos Cabrion, Zé Povinho e A Ventarola foram os mais significativos abordando, em suas páginas de ilustrações, os mais variados temas. Entre eles, o carnaval e a escravidão. Esses assuntos constituem os objetivos da proposta de análise deste artigo. Pretende-se analisar como os periódicos abordaram, por um lado, o carnaval quase sempre relacionada as camadas mais populares e por outro, a escravidão, tão presente na sociedade escravista pelotense nos anos 1880.

Palavras-chave:
Imprensa ilustrada – Pelotas – Carnaval – Escravidão


18- O ingresso da charge na mídia: da litografia ao ciberespaço.

Antônio Fausto Neto
Doutor em Comunicação Social, Professor. Unisinos/Unifra
afaust@terra.com.br

Carlos Renan Samuel Sanchotene
Graduando em Jornalismo, bolsista de iniciação científica. Unifra
carlos_sanchotene@yahoo.com.br

 

Resumo:
O presente artigo busca fazer um breve recorte histórico sobre a trajetória da charge na mídia, destacando os principais meios de comunicação de massa que contribuíram para o desenvolvimento desse gênero jornalístico na imprensa brasileira, bem como sua função política. Observa-se que as transformações tecnológicas modificaram os modos de elaboração do humor gráfico e, da mesma forma, as charges sofreram mutações para se adequar às novas realidades midiáticas.

Palavras-chave:
charge, política, mídia, imprensa ilustrada, humor gráfico


19- No palco o brasileiro Machado de Assis.

Cláudia Medeiros de Araújo
Pós-Graduanda do Curso de Geopolítica e História FFM/FIP

 

Resumo:
este texto tem por pretensão fazer uma rápida discussão das possibilidades de se trabalhar com a história e a literatura, seguida de uma breve biografia de Machado de Assis e por fim, analisaremos a escrita do autor. Para isso dialogamos com autores como Michel Foucault (2002) , Vavy Pacheco Borges (2000), Sidney Chalhoub (2003) que nos auxiliaram a analisar que “verdades” foram criadas e instituídas por Machado de Assis sobre a sociedade brasileira, na qual tem o poder de construir/desconstruir, inventar/reinventar os sujeitos. Dado que a identidade social é algo construído, pretendemos discutir a vida de Machado de Assis dentro de uma rede de relações, desnaturalizando ao mesmo tempo o seu lugar social e discutindo como o escritor se transformou em sujeito do discurso.

Palavras-chave:
literatura-história-“verdades”- Machado de Assis


20- Palimpsestos fotográficos em uma narrativa da experiência migratória.

Tati Lourenço da Costa
Mestranda em História
PPGH/UDESC
tatilcosta@yahoo.com.br

 

Resumo:
Este artigo segue um percurso do olhar sobre uma narrativa da experiência migratória. Na perspectiva de um “álbum de memórias” composto por fotografias pessoais e discursos escritos, elaborado por uma descendente de japoneses. Imagens e identificações delimitam nosso campo de ‘escavação’, que percorremos à luz da memória e das imagens mentais que se formam a partir do álbum para traçar diálogos com a história do tempo presente.

Palavras-chave:
fotografia; migração; narrativa; história oral


21- “Pardieiro Infecto”: A Representação da Rússia em Tintim no País dos Sovietes.

Lúcio De Franciscis dos Reis Piedade Filho
Graduando em História, UEMG/FCCP
lucius.rp@bol.com.br

 

Resumo:
Esse artigo propõe uma análise acerca da representação da Rússia (U.R.S.S.) em As Aventuras de Tintim – Repórter do “Petit Vingtième” no País dos Sovietes, do desenhista belga Hergé, tomando como base um breve olhar sobre a vida do autor e o contexto histórico da obra. Datada do início dos anos de 1930, a revista traz idéias anticomunistas e é um retrato do imaginário em voga nos países ocidentais no período, do que deriva forte crítica ao socialismo, crítica esta que permeia toda a primeira obra de Hergé. O estudo pretende analisar de que maneira ambições econômicas moldaram a representação da Rússia na aventura de Tintim em questão.

Palavras-chave:
Anticomunismo, Tintim, Capitalismo


22- Da Poeira à mobilização: narrativas sobre o movimento dos silicóticos da mineração – Morro Velho - MG.

Rafael Tadeu de Oliveira Martins
Bacharel em História pela Faculdade de Ciências Humanas e Letras do Centro Universitário Newton Paiva/MG; integrante da linha de pesquisa História dos Movimentos Sociais e História Oral.
rafatomartins@gmail.com

Juniele Rabêlo de Almeida
Pesquisadora do Núcleo de Estudos em História Oral/NEHO-USP; Doutoranda em História Social /USP; Mestre em História e Culturas Políticas/UFMG; Professora do Centro Universitário Newton Paiva.
junielerabelo@gmail.com

 

Resumo:
Este artigo investiga as narrativas sobre o movimento reivindicatório dos ex-trabalhadores silicóticos da Mineração Morro Velho, que desenvolveram suas atividades entre as décadas de 1950 e 1980 na Mina Grande, localizada na cidade de Nova Lima/MG. Tais trabalhadores, debilitados pela doença silicose (causada pela inalação da poeira sílica da atividade mineradora), buscam com o apoio do Sindicato dos Mineiros, desde o início da década de 1990, soluções judiciais contra a Anglo Gold Ashant, atual proprietária da mineração. O trabalho aborda, por meio das narrativas de história oral de vida dos silicóticos: o trabalho na Mineração Morro Velho; a silicose e a sua patogenia; a criação do Movimento dos Silicóticos.

Palavras-chave:
silicóticos, movimento social, história oral, mineração


23- Submissão x independência: a ambivalência da imagem feminina nas fotorreportagens de O Cruzeiro.

Leandra Francischett
Mestre História, UFF
lefrancischett@yahoo.com

 

Resumo:
Este artigo analisa algumas fotorreportagens sobre mulheres, publicadas nas edições semanais da revista O Cruzeiro, referentes aos meses de março e maio de 1956-1960. Partiu-se da heurística, que consiste no levantamento, seleção e apreciação das fontes. As análises da figura feminina revelam ambigüidades, com deslocamentos dos papéis femininos e masculinos. O primeiro grupo de matérias demonstra a ingenuidade feminina, certa submissão e o ideal de beleza enfatizados pelos concursos de Miss. Esta pesquisa enfatiza as matérias sobre mulheres com postura mais conservadora, que em geral fazem parte do tripé mãe-esposa-dona-de-casa. Por outro lado, um segundo grupo apresenta mudanças em curso, com uma mulher mais ousada e de certa forma independente. Articulam-se novos modelos femininos que incluem a nova dona de casa e a mulher emancipada, embora não sejam contraditórios entre si, como sujeitos de novos consumos de massa também no plano cultural.

Palavras-chave:
Fotorreportagem – Revista O Cruzeiro – Anos Dourados – Representação feminina - História


24- Cinema e Tevê – Suas relações com as transformações sociais no Egito.

Muna Omran
Professora Doutora de Teoria da Literatura/ Unipli
m_omran@uol.com.br

 

Resumo:
Este artigo analisa as transformações sociais e legais provocadas pelo filme egípcio Urido Hallen (Preciso de uma solução), do diretor Said Marzouk (1975). Apresenta-se uma leitura do filme, examinando-se a relação entre sociedade islâmica, história e cinema, uma vez que a produção em análise coloca em debate as leis corânicas que regem o Egito. O filme não só colocou em evidência as relações legais com as religiosas, bem como, trinta anos depois, produzia efeito, ao abrir espaço para uma produção de um seriado feito por mulheres sobre uma mulher, a cantora egípcia Um Kulthum, num Egito que se vê mais do que nunca influenciado pelos fundamentalistas.

Palavras-chave:
Cinema - História – Cultura – Comunicação - Islamismo


Resenha: UMA INICIAÇÃO À ESCANDINAVÍSTICA
HALL, Richard. Exploring the world of the vikings. London: Thames and Hudson, 2007. Ilustrado, 240 p. ISBN: 978-0-500-05144-3 .

Prof. Dr. Johnni Langer
Departamento de História – UFMA
johnnilanger@yahoo.com.br

 

Resumo:
Há cerca de 40 anos, os britânicos vêm produzindo alguns dos melhores e mais populares manuais sobre a Escandinávia da Era Viking, alterando sempre textos com caráter enciclopédico com os de estrutura iconográfica. Como a maior parte dos organizadores das obras são arqueólogos, estas orientam-se basicamente por uma perspectiva que privilegia especialmente a cultura material e o cotidiano, apesar de incluírem também aspectos históricos mais amplos, mitológicos, políticos e econômicos, entre outros. Dentro desta tradição, temos a recente publicação do livro Exploring the world of the Vikings, do arqueólogo Richard Hall, que se notabilizou pela direção das escavações de Jorvik (York) durante os anos 1970, famoso sítio escandinavo da Inglaterra.

 

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2007, História, imagem e narrativas.