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de imagens e narrativas.
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Edição
6 - abril de 2008
Imagens
da capa: Odisseu oferecendo vinho ao ciclope: cópia
em mármore do período flaviano (Museu Chiaramonti).
Imagem baseada em fotografia de novela histórica no blog
português "Esparta".
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Um
diálogo com o passado através das mídias contemporâneas
Ler
o editorial
Carlos
Hollanda |
1-
A
busca de Odisseu: sociedade e moral na Grécia Antiga sob
o olhar de Homero na Odisséia.
Charles Sidarta
Machado Domingos
Mestrando em História UFRGS/ PPGHIST
csmd@terra.com.br
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Resumo:
Este trabalho aborda as influências da cultura grega antiga
pra os valores do Ocidente. A fonte privilegiada desse estudo é
o livro Odisséia, de Homero. A partir do enfoque dado a três
personagens femininas – Penélope, Circe, Nausícaa
– pretendemos demonstrar as possíveis articulações
que se realizam entre o objetivo principal da narrativa, o retorno
de Odisseu, com suas possíveis motivações.
Além disso, procuramos estabelecer possíveis tradições
e rupturas entre as sociedades antigas e a atual em relação
a seus valores morais, tendo como instrumentos de trabalho para
essa proposta uma análise centrada na História da
Cultura.
Palavras-chave:
Odisséia – História
Antiga – Literatura Ocidental – Penélope – Circe – Nausícaa
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2-
O
encontro do cinema contemporâneo com as Histórias de
Heródoto: uma análise do filme “300” de Zack Snyder.
Flávia Lemos
Mota de Azevedo
Mestre em História, Doutoranda em História,
Professora. UNB / UEMG / FUNEDI
flavialemosmota@yahoo.com.br
Thiago Eustáquio de Araújo Mota
Graduando em História. UEMG / FUNEDI
theamotta@hotmail.com.br
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Resumo:
Podemos dizer que o filme “300,” um dos últimos sucessos
de bilheteria, foi mais um produto da “febre épica” que assola
Hollywood desde “Gladiador”. Este recuo a temas da Antiguidade,
agora realizado pela industria cinematográfica, talvez se
explique por uma necessidade do Ocidente contemporâneo de
reencontrar suas bases formadoras, mesmo que isto se faça
por meio da “fabrica de sonhos”. Uma incursão sobre o relato
de Heródoto nos conduz a “febre épica” de Hollywood,
especialmente ao filme “300”, e os possíveis sentidos desse
grandioso investimento em momentos fundadores da cultura ocidental.
Passa despercebido aos olhos do público que por detrás
do filme encontramos o relato histórico de Heródoto.
A ambição, a loucura e a incompreensão do déspota
oriental, Xerxes, assim, como a bravura e a obstinação
grega na defesa de sua liberdade, do seu regime democrático,
foram descritas pelo ‘pai da história’.
Palavras-chave:
Heródoto, democracia,
despotismo, loucura, cinema, representação
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3-
Bárbaros
antigos ou modernos?
Michel Silva
Graduando de História – UDESC
michelgsilva@yahoo.com.br
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Resumo:
Pretende-se neste artigo analisar a construção do
discurso sobre os persas – chamados “bárbaros” pelos gregos
– no filme 300. Partindo da idéia de “orientalismo”, de Edward
Said, procuraremos demonstrar os aspectos anacrônicos da representação
que o filme faz dos bárbaros, expressando aspectos políticos
contemporâneos, estranhos aos gregos antigos.
Palavras-chave:
Batalha nas Termópilas;
bárbaros; orientalismo; Pérsia
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4-
Do
Império à República: o carnaval visto por meio
dos quadrinhos (1869 - 1910)
Natania A. Silva
Nogueira
Professora da Rede Pública Municipal de Leopoldina (MG)
natanianogueira@yahoo.com.br
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Resumo:
O carnaval é uma festa popular que já se tornou uma
marca característica do Brasil. O que poucos sabem é
que sua história está relacionada a uma mídia
que há mais de um século se faz presente no nosso
cotidiano: as histórias em quadrinhos. Neste texto, iremos
fazer uma breve investigação sobre a história
dos carnavais e o carnaval nas histórias em quadrinhos publicadas
no Brasil, tendo como locus a obra de Angelo Agostini, pioneiro
nos quadrinhos brasileiros.
Palavras-chave:
Carnaval, história, histórias
em quadrinhos
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5-
Uma
introdução sobre o conceito de educação
na historiografia medieval: o exemplo do reino visigodo no século
VII
Rodrigo dos Santos
Rainha
Mestre Programa de Pós-graduação em História
Comparada – UFRJ
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Resumo:
O objetivo deste artigo é discutir os possíveis entendimentos
de educação, em especial nos estudos sobre Idade Média.
Esta comunicação visa apresentar a pesquisa que estamos
desenvolvendo junto ao Programa de Pós-graduação
em História Comparada, recentemente aprovada no exame de
Qualificação. Neste texto apresentaremos as bases
de nossa pesquisa, privilegiando a apresentação de
nosso problema, hipótese e fontes, para que seja possível
o entendimento de nossa proposta de pesquisa. Nuanças sobre
nosso quadro teórico e balanço bibliográfico,
que constam no primeiro capítulo da dissertação,
não serão abordados em profundidade, para adequação
ao tamanho deste trabalho às regras do congresso. Dessa forma
buscamos refletir sobre as perspectivas usualmente adotadas pelos
historiadores dedicados ao assunto, que focam seus estudos nas estruturas
formais, em especial as escolas, apontando opções
e caminhos para o desenvolvimento do tema.
Palavras-chave:
Historiografia, Visigodos, Educação
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6-
Religião
e magia na Idade Moderna no campo historiográfico
Luciano Bezerra
Agra Filho
lucianoagra@isbt.com.br
Licenciado em História - UEPB
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Resumo:
O que vem a ser “magia”? O termo é abrangente, complexo e
polissêmico. A fantasia e realidades se misturam nas práticas
mágicas. A busca do conhecimento e a luta para se livrarem
de uma estrutura opressiva que ameaçavam os seus costumes
e tradições, levaram as camadas mais pobres, a produzirem
práticas e devoções mágicas. Para estas
pessoas e talvez para todo nós, a fantasia se transforma
em realidade e a realidade em fantasia no quadro religioso do Ocidente
Moderno.
Palavras-chave:
Idade Moderna – Magia – Historiografia
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7-
A
influência de Francisca Gonzaga na música brasileira
do Segundo Reinado
Israel Tavares Boff,
licenciado em História pela UNILASALLE
Professor do Colégio Maria Auxiliadora e Concórdia
de Canoas.
E-mail: israelboff@bol.com.br
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Resumo:
O presente artigo quer elucidar a atuação da música
da maestrina Francisca Gonzaga, inserida no contexto social do Segundo
Reinado e República Velha no Brasil, observando as mudanças
sociais causadas pelo pioneirismo e audácia de recriar a
música, adotando uma forma genuinamente brasileira.
Palavras-chave:
Música, Segundo Reinado,
República Velha
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8-
Narrativa
autobiográfica e mangá: uma análise de "Gen
Pés Descalços"
Ana Cristina Gonçalves
Mestranda, FFLCH-USP
linguajaponesa@hotmail.com
Celdon Fritzen
Doutor em Teoria e História Literária - UNESC
celdon@hotmail.com
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Resumo:
A narrativa autobiográfica tem sido, no último século,
objeto de estudos das ciências humanas, da Teoria Literária
e da História em particular. É ela também que
nos serve de horizonte para a proposição de nosso
problema de pesquisa: qual a importância que essa forma de
discurso assume nos processos de elaboração da memória,
seja ela coletiva ou particular? Essa questão motivou a realização
deste trabalho, cujo intuito era poder aclarar como essa forma de
comunicação tão primitiva se apresentava contemporaneamente,
tendo em vista os novos suportes e linguagens que a modernização
disponibilizou. Desse modo, propusemo-nos desenvolver essa problemática
a partir da abordagem de um novo gênero da arte seqüencial
– o mangá – por meio da investigação da obra
de Keiji Nakazawa, Gen Pés Descalços onde, a partir
do episódio da bomba de Hiroshima construiu -se uma memória
que é tanto referência de um sujeito como também
da coletividade em que ele se insere.
Palavras-chave:
Narrativa; Mangá; Autobiografia
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9-
Síntese
da evolução das representações gráficas
e a História da animação gráfica do
cinema digital
René Gomes
Rodrigues Jarcem
Faculdade Ciências Humanas ESUDA
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Resumo:
A primeira parte deste artigo é uma síntese sobre
as representações gráficas. O estudo foi um
sub-capítulo do trabalho de graduação deste
autor na área de Arquitetura & Urbanismo. Essa síntese
fora importante para descobrir quais perspectivas eram usadas e
como surgiram. Dentre as perspectivas uma que se sobressaiu no Ocidente
foi a perspectiva cônica que é usada por artistas,
designers, arquitetos, pintores como meio de comunicação
visual. A segunda parte refere-se à história da animação
gráfica do cinema até a Era Digital, considerando
as três formas de animação possibilitada na
tela que são: a animação através de
desenhos confeccionados à mão livre, a animação
através de bonecos e a animação confeccionada
por software. Este artigo foi originado do trabalho acadêmico
sob a orientação do professor Dario Brito, correspondente
a disciplina de História da Comunicação.
Palavras-chave:
Representação gráfica,
perspectiva, comics, animação, desenho, cinema, storyboard
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CELTAS,
HQS E REPRESENTAÇÕES DO PASSADO
Prof. Dr. Johnni
Langer – Pós-Doutor em História Medieval
pela USP. johnnilanger@yahoo.com.br
Profa. Ms. Luciana
de Campos – Doutoranda em Letras pela UNESP. fadacelta@yahoo.com.br
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A História
da Antiguidade sempre despertou grande interesse no homem moderno,
especialmente nas representações artísticas.
Seguindo o exemplo das artes plásticas, do cinema e da literatura,
os quadrinhos vem há tempos utilizando temas relacionados
com a Europa antiga como enredo, e o período romano é
um dos temas favoritos. Realizado pelo italiano Tito Faraci e o
norte-americano Daniel Brereton, o álbum A última
batalha é um exemplo deste interesse. A trama tem como palco
as batalhas entre romanos e gauleses no ano de 52 a.C., na atual
França, tendo algumas cenas transcorridas na capital, Roma.
Paralelamente ao desfecho da campanha de Júlio César
na Gália, um grupo de amigos - também mercenários,
disputam... (leia
mais)
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Renato
Lessa e o “Presidencialismo de Animação”
Reflexões sobre a nossa patologia política
Emanuel Tadeu Borges
Mestre em Psicologia – UFF
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O segundo capítulo
do livro “Presidencialismo de animação e outros ensaios
sobre a política brasileira.”, de Renato Lessa (Vieira &
Lent, Rio de Janeiro, 2006) inicia-se com o seguinte comentário:
"As remotas origens da reflexão política ocidental
confundem-se com as primeiras indagações a respeito
das melhores maneiras de organizar a convivência política
entre os homens. Desde então, o tema do bom governo tem sido
de compulsória consideração por parte dos filósofos
políticos. A diversidade de respostas seguidamente fornecidas
àquelas indagações indica, mais do que a presença
de um dilatado e insolúvel dissenso, a relevância e
a perenidade do tema. O bom governo – seja ele definido por referência
aos deuses, à natureza ou à falível convenção
instituída pelos mortais – pode ser considerado como o objeto
nobre e incontornável da filosofia política".
(o destaque negrito é nosso). Temos neste trecho algo importante
acerca do modelo de pensamento (do paradigma) que orienta as reflexões
deste autor: o fato de que o tema do bom governo tem sido uma consideração
obrigatória ao longo da história da Ciência
Política, desde suas “remotas origens”; de que há
uma... (leia mais)
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