Constelar - Última edição Astroletiva

ISSN 1808-9895

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imagens e narrativas noutras publicações;

- Sites diretamente envolvidos com a produção dos temas de imagens e narrativas.

 

 

Edição 5 - setembro de 2007

Imagens da capa: montagem com imagens transparentes de vários personagens e com elementos utilizados nas histórias em quadrinhos. Os personagens da capa são: Superman, A Turma da Mônica, Batman, Paulette, Homem-Aranha, Velta, Lobo Solitário e Bob Cuspe.

 

 


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A redescoberta dos quadrinhos em tempos de mídia planetária

Ler o editorial
Carlos Hollanda

 

1- A atualidade das histórias em quadrinhos no Brasil:
a busca de um novo público

Waldomiro Vergueiro
Professor Titular do Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Coordenador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos (NPHQ)
da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
wdcsverg@usp.br

 

Resumo:
Discute o desenvolvimento das histórias em quadrinhos no Brasil, apontando, em anos recentes para a
emergência de novas tipologias de produtos quadrinhísticos, direcionados para públicos mais adultos. Destaca produções no estilo underground, obras em coletânea e quadrinizações de obras literárias, distinguindo-as como alternativas viáveis para estabelecimento e florescimento de uma indústria autóctone de histórias em quadrinhos no país.

Palavras-chave
Histórias em quadrinhos – Brasil. Histórias em quadrinhos adultas.
is.


2- Sepé Tiaraju: uma análise semiótica dos quadrinhos de Flávio Colin

Ivan Carlo Andrade de Oliveira
Mestre em comunicação Científica e Tecnológica pela
Universidade Metodista de São Paulo, professor da Faculdade de
Macapá e do Centro de Ensino Superior do Amapá

 

 

Resumo:
O artigo procura fazer uma análise semiótica da história Sepé Tiarujú de Flávio Colin e Luiz Rettamozo publicado pela extinta editora Grafipar. Através da análise, percebe-se a perfeita junção entre texto e desenho que, ao invés de concorrerem entre si, são informativos, explorando ao máximo a linguagem dos quadrinhos. A capacidade do desenhista faz com que a história, inclusive, adquira características metalinguísticas

Palavras-chave: Grafipar — Flávio Colin — Luis Rettamozzo - semiótica


3- 1602 - A refundação da América: uma leitura da obra de Neil Gaiman


Carlos Eduardo Sarmento
Doutor em História Social. CPDOC/FGV
carlos.sarmento@fgv.br

 

Resumo:
Este texto, que toma a produção de narrativa em quadrinhos como fonte para investigação histórica, procura situar a série 1602, escrita por Neil Gaiman para a Marvel, tanto em relação aos condicionantes empresariais e mercadológicos de sua produção, como em termos do contexto cultural e político no qual foi elaborada. Por um lado, procuramos discutir a noção da autonomia criativa em um sistema massificado de produção. Por outro, buscamos situar o processo criativo do autor em relação dialógica com as forças sociais que operavam à época – especificamente, as reações provocadas pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Trabalharemos com a hipótese de que Gaiman assumiu o projeto de reconstrução simbólica de um paradigma ideal da sociedade americana, transferindo para a ambiência do século XVII os embates e questionamentos que identificava nos meios sociais e políticos do século XXI.

Palavras-chave:
narrativa em quadrinhos, imaginário, América, democracia.


4- Mangá feminino, Revolução Francesa e feminismo:
um olhar sobre a Rosa de Versalhes

Valéria Fernandes da Silva
Doutoranda em História na UnB
valeria.historia@uol.com.br

 

Resumo:
No Ocidente os quadrinhos têm mantido um diálogo intenso com a História, como pano de fundo, recurso para a ação, fonte de inspiração. No Japão não é diferente. Tradicionalmente os quadrinhos para rapazes, shounen mangá, recorrem à história local como fonte de inspiração para suas narrativas. No caso do quadrinho feminino, ou shoujo mangá, o primeiro mangá histórico foi buscar na Revolução Francesa a ambientação para contar a história da Rosa de Versalhes, uma moça criada como homem e que se torna chefe da guarda da Rainha. Em nosso artigo pretendemos discutir o caráter didático quadrinho feminino japonês como veículo de discussão da inserção das mulheres no mercado de trabalho e de questões sociais urgentes, como as demandas feministas, além, de meio de informação sobre uma história que não era tão próxima do cotidiano das meninas japonesas. Atentaremos também para a importância da Rosa de Versalhes como marco cultural importante dentro da história dos quadrinhos japoneses.

Palavras-chave:
MRevolução Francesa, Histórias em Quadrinhos, Mangá, Feminismo


5- A Guerra Fria da década de 1980 nas Histórias em Quadrinhos Batman - O Cavaleiro das Trevas e Watchmen

Carlos André Krakhecke
Mestrando, PUCRS/PPGH
carlosandre@carlosandre.com

 

Resumo:
Estudo sobre a representação da Guerra Fria nas Histórias em Quadrinhos Batman – O Cavaleiro das Trevas e Watchmen. Influência da Guerra Fria na produção cultural em geral na década de 1980, utilizando exemplos do cinema, música e intelectuais da época, e em específico nas HQs selecionadas. Análise da narrativa das HQs e suas relações com a Guerra Fria, para assim compreender a visão crítica delas em relação à Guerra Fria.

Palavras-chave:
História em Quadrinhos. Guerra Fria. Produção Cultural. Batman. Watchmen


6- História das Histórias em Quadrinhos


René Gomes Rodrigues Jarcem
Faculdade Maurício de Nassau

 

Resumo:
Este artigo refere-se à história das histórias em quadrinhos tomando como modelo o estilo influente, marcante e mundialmente conhecido, os comics dos Estados Unidos. Os comics americanos trouxeram uma nova mitologia no imaginário coletivo com Superman, Batman, Mulher-maravilha, Homem-aranha, Hulk, X-men, entre outros que com as adaptações recentes no cinema cresce, ainda mais, o número de personagens que vão ficando conhecidos pela massa.

Palavras-chave:
quadrinhos, meio de comunicação de massa, comics


7- Estigmas Gráficos

Alcebíades Diniz Miguel
Doutorando, IEL – Unicamp
alcebiades.diniz@gmail.com

 

Resumo:
As histórias em quadrinhos moldam o imaginário de forma completa, fornecendo o texto e a imagem correspondente, além da gramática semiológica de uma sintaxe que articule ambos. Essa formatação estrutural que tanto aproxima as HQs do campo da caricatura é a base para a criação das persistentes mitologias quadrinísticas e, também, o terreno fértil para simplificações efetivas e de tremendo impacto. No momento atual, em que as novas gerações mergulhadas na cultura audiovisual utilizam compósitos de imagens para tentar conjurar conceitos, HQs recheadas de representações estigmatizantes, equívocos factuais e históricos, generalizações, simplificações conceituais e esquematismos apriorísticos produzem uma complexo de propaganda racista e anti-semita tão eficaz quanto as construções de personagens judaicas monstruosas do teatro elisabetano ou do cinema nazista.

Palavras-chave:
Ilustração; histórias em quadrinhos; anti-semitismo.


8- Der Füehrer's Face: o desenho animado como ferramenta ideológica

Felipe de Paula Souza
Mestrando em Cultura e Turismo pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz. Bolsista FAPESB – Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia. Bacharel em Comunicação Social também pela UESC.
felipedepaula81@gmail.com

 

Resumo:
O presente artigo se propõe a tecer considerações a respeito da potencialidade de desenhos animados surgirem como divulgadores de significados além da habitual distração com a qual são costumeiramente associados. Entretenimento. O desenho animado possui apenas esta função? Ou seria ele capaz de levar ao público outro tipo de mensagem senão aquela destinada a distrair o espectador? Este paper busca pôr em discussão os desenhos animados e sua emissão de significados. Para um entendimento mais adequado desta relação, foi escolhido como ferramenta de análise o desenho animado Der Füehrer's Face. O desenho animado – de forma genérica – ainda hoje se estabelece como um dos gêneros que permitem uma maior identificação com o público. Devido a esta capacidade de atração junto às pessoas, compreender como se dá este processo é extremamente interessante.

Palavras-chave:
Desenho, Significado, Entretenimento, Ideologia


9- Identidades Contrastivas: a Inserção do Português na Primeira República


Robertha Pedroso Triches
Graduanda de História, bolsista de iniciação científica – UFF/FCRB
betha_triches@yahoo.com.br

 

Resumo:
Este artigo tem por objetivo discutir a imagem que os intelectuais-humoristas da Primeira República produziram ao redor da figura do imigrante português no Rio de Janeiro, buscando perceber suas mudanças e continuidades. Interessa-me compreender como o português se inseriu no incipiente processo de construção da Nação e do povo brasileiro, mais especificamente do carioca, baseando-me na idéia de identidades contrastivas, uma vez que esses intelectuais vão estar construindo o brasileiro a partir da negação do que é português.

Palavras-chave:
Nação, Identidade, Alteridade, Caricaturistas, Portugueses


10- Vivência em Quadrinhos:
Artigo do grupo Comunicação e Novas Mídias

Alberto Ricardo Pessoa
Mestre em Artes Visuais – UNESP – SP
Professor do Depto. Comunicação e Artes da Universidade Presbiteriana Mackenzie
alpessoa1@yahoo.com.br

 

Resumo:
As histórias em quadrinhos podem se tornar um eficiente veículo de comunicação para o homem, assim como a escrita ou a fala? É possível se comunicar através das histórias em quadrinhos sem precisar saber desenhar ou ter conhecimentos técnicos acerca da 9º arte? O artigo visa dissertar acerca do uso espontâneo das histórias em quadrinhos como meio de comunicação, demonstrar que qualquer pessoa pode se expressar usando as histórias em quadrinhos, desde que tenha predisposição para isso. Para tanto vou apresentar resultados do seminário Vivência em Quadrinhos, realizado na III Bienal de desenho de João Pessoa – Paraíba, em Dezembro de 2006.

Palavras-chave:
Arte e novas tecnologias; meios, multimeios, hipermeios; estética da comunicação; publicidade e arte; sétima, oitava, nona arte.


11- Charges e política - o riso moldando um país

Octavio Carvalho Aragão Júnior
Doutor em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes-UFRJ
Professor adjunto na Universidade Federal do Espírito Santo desde 2006
A utor do livro: A Mão Que Cria - Ed. Mercuryo.

 

Resumo:
De acordo com o chargista Chico Caruso (1949/...), “o humor tem uma função desmistificadora, iconoclasta, demolidora que ajuda a inteligência, ajuda o pensamento. Se considerar a política uma coisa séria, você não dá um passo”. Porém, ao ser questionado a respeito da influência da charge
nos fatos sobre os quais opina, podendo até modificar ou moldar a opinião pública e, em decorrência, alterar a estrutura social, foi enfático: "O cara só vai preso por um julgamento da Justiça. A caricatura o que faz? Pode exagerar o nariz do cara, mas o cara pode ter um nariz pavoroso e não ir para a cadeia por causa disso. Agora, os crimes que o cara cometeu, sim, podem levá-lo à cadeia. A caricatura pode
empurrar".

Palavras-chave:
Caricatura, charge, política, humor, jornalismo


HQ's e artes afins

Exclusivamente nesta edição incluímos alguns trabalhos referentes ao tema de nosso Encarte Especial. Divirtam-se!

 


Artigos e resenhas sobre História e HQ's em outras edições de "História, imagem e narrativas"


* As mil faces do herói: o mito, o cavaleiro e suas razões androcêntricas nas HQ’s de aventura

* “O Voto de saias”: breve análise das imagens veiculadas na Revista do Globo (1930-1934)

* Angelo Agostini e seu “Zé Caipora” entre a Corte e a República

* O Bem versus o Mal: Brasil e Paraguai através da visão dos caricaturistas

* Dois cavaleiros: o perfeito e o (ambi) Valente: Estudo comparativo sobre a propagação de modelos em “Lancelote, o cavaleiro da carreta” e em “Príncipe Valente nos tempos do Rei Arthur”.

* A VOLTA DOS BÁRBAROS: ASTERIX E OS VIKINGS NO CINEMA E NA HQ. Resenha das obras Asterix e os Vikings. Studio/Mandarins SAS, 2006.

 



Painéis apresentados em eventos no Brasil

Confira as atualizações na seção dos painéis de História, imagem e narrativas, com novos trabalhos sobre charges, quadrinhos etc.

 


OUTROS ARTIGOS:


ERRATA:
Na edição anterior o link para o artigo "A arte das Missões Jesuíticas: cultura genuinamente brasileira ou imposição Européia?", de Israel Tavares Boff, esteve incorreto até pouco tempo antes do lançamento da presente edição. Agora, com o problema sanado, os interessados podem acessar o artigo clicando em seu nome acima ou então visitando mais uma vez a edição número 4.


12- Dano moral ou caso de política? O aquecimento global e o discurso verde. Um exame crítico do filme-documentário “Uma verdade inconveniente”.

Lílian Muneiro
Doutoranda em Comunicação e Semiótica na PUC/SP.
Professora da Universidade do Vale do Itajaí (SC)
Email: lilianmuneiro@hotmail.com

Merilyn Escobar de Oliveira
Mestranda em Ciências Sociais na PUC/SP,
bolsista CNPq e pesquisadora do NEILS.
Email:merilynescobar@yahoo.com.br

 

Resumo:
A constatação de que a questão ambiental vem sendo tratada de uma visão monolítica, a da sociedade de riscos, e que os meios de comunicação são elementos fundamentais nesse processo ganham dimensões teóricas a partir da breve análise do filme-documentário “Uma verdade inconveniente”. As autoras argumentam que a crise ecológica nada mais é que mais uma das contradições da sociedade capitalista que tem solução na incorporação do discurso verde pelos diversos atores políticos.

Palavras-chave:
mídia, política e meio ambiente.


13- “Aparecendo na foto”: representações do negro na fotografia em Porto Alegre no final do século XIX e inicio do século XX.

Arilson dos Santos Gomes
Mestrando do Programa de Pós-graduação em História da PUCRS
Bolsista CAPES
Membro do GT Negros/ANPUH-RS
arilsondsg@yahoo.com.br

 

Resumo:
Este artigo visa apresentar alternativas de como interpretar a imagem fotográfica de pessoas através de sua situação social. Pretende-se dar ênfase as imagens da comunidade negra na cidade de Porto Alegre, entre os finais do século XIX e inicio do século XX. A idéia desse tema surgiu a partir das aulas da disciplina Imagem e Fotografia aonde através de textos e discussões foram apresentadas leituras sobre a evolução da imagem, técnicas de sua produção, metodologias de pesquisa, interpretações das imagens fotográficas e as suas aplicações. O título do artigo, bem como o assunto, foi pensado por mim como forma de contribuir para a minha pesquisa de Mestrado em História intitulada: O Congresso Nacional do negro em 1958: assuntos levantados e registrados, tendo na utilização das imagens dos jornais Correio do Povo, A Hora e Diário de Noticias, uma importante ferramenta de pesquisa para acabar, de vez, com o silêncio histórico sobre o congresso realizado na cidade de Porto Alegre.

Palavras-chave:
Sociedade - Imagem – Fotografia – Comunidade Negra – Metodologia


14- Uma leitura da modernidade
através dos bulevares parisienses

Vanessa Souza da Silva
Mestranda em Educação/ UFF
vanessassilvauff@yahoo.com.br

 

Resumo:
O objetivo deste texto é apresentar uma reflexão sobre os bulevares parisienses como metáfora das cenas primordiais da modernidade. Apresenta um estudo sobre Paris como referência para se pensar a cidade e o homem moderno. Para tal, apresenta importância do mito que se constrói a partir de Paris como cenário arquétipo da cidade e vida moderna, acentuando os valores positivistas do progresso que se apregoa na construção dos bulevares.

Palavras-chave:
Modernidade; Bulevares parisienses; Paris-mito; Positivismo



15- A palavra que constrói imagens. A província de São Pedro no texto de A. Baguet e Arsène Isabelle

Marília Conforto
Dra. UCS/DHIG/PPGMLCR
mc.14@terra.com.br

 

Resumo:
O texto analisa o diário de viagem de A. Baguet viajante belga que esteve no Rio Grande do Sul no século XIX e Arsène Isabelle, francês. A análise do texto enfocará a palavra e conseqüentemente o discurso como construtor e um espaço geográfico, cultural, econômico e social da província de São Pedro pouco conhecido, dos europeus. A narrativa de Baguet e Isabelle possibilitam não só o conhecimento do outro, mas, também o mapeamento das possibilidades e exploração econômica da província.

Palavras-chave:
História do Rio Grande do Sul, viajantes, literatura de viagem


16- Pinceladas de um baú iconográfico: arte-natureza-identidade

Suzana Guimarães
Doutoranda História, bolsista Capes, PUCRS/PPGHIST
scsg@terra.com.br

 

Resumo:
Em Cuiabá, especialmente a partir da década de 1980 e 90 o meio ambiente passa a configurar-se como contínua inspiração dos artistas e referente preferencial que é explorado nas mais diversas formas – as “naturezas-vivas” regionais –, sobre os mais variados suportes, cuja lista se amplia a cada dia: capas de lista telefônica, cartões e orelhões telefônicos, cartões de natal. Painéis artísticos pintados nas empenas laterais e fachadas de prédios, nos viadutos , muros e caixa d’água, ônibus, out-doors e até em caminhões de lixo. Ou ainda esculturas, fotografias e vídeos. Marcadores de texto, camisetas, calcinhas e cuecas bordadas ou pintadas. Portanto, este texto elege como objeto de investigação a proliferação de uma arte pictórica do regional que avança sobre os espaços públicos da cidade de Cuiabá, legitimando uma pintura realista de cunho identitário comprometida em representar o que seria o ser “cuiabano”, apontando para algumas abordagens que tecem as cidades a partir da arte.

Palavras-chave:
discurso imagético, natureza, identidade, subjetividade, desconstrução


17- Nomear é conhecer: as lápides das polacas no Cemitério Israelita de Inhaúma – um relato

Beatriz Kushnir
Historiadora e doutoranda em História na UNICAMP.
Autora do livro Baile de máscaras. Mulheres judias e prostituição. As polacas e suas associações de ajuda mútua (Imago, 1996).
bkushnir@uol.com.br

 

Resumo:
Um relato de algumas das experiências da autora durante sua pesquisa. “Por alguns anos estudei a história de um grupo de imigrantes judeus em algumas cidades do Brasil e mesmo fora dele. Por curiosidade fiz as contas e percebi que há vinte anos me sinto debruçada e envolvida por essas trajetórias. Refiro-me as moças judias prostitutas que ficaram conhecidas como polacas. Meu trabalho foi também uma caminhada envolta em paixão. Enamorei-me por essas narrativas e desejei muito que um trabalho acadêmico pudesse interferir e transformar uma dada realidade. De muitas maneiras, posso dizer que carrego orgulhosa essa glória, dividida certamente com muitos que pelo caminho também se apaixonaram por elas.”

Palavras-chave:
judeus, imigrantes, polacas, prostitutas


18- O sertão de Boi-Jesus, armas e miséria em Os Fuzis:
o cinema novo de Ruy Guerra

Jefferson Eduardo Pereira Bessa
Mestre, UERJ/PPG-LETRAS

 

Resumo:
Explicita-se, neste trabalho, a discussão estético-ideológica que fundamenta o movimento cinematográfico chamado Cinema Novo. Ao focar a realização do filme Os fuzis de Ruy Guerra, tem-se a matéria de tal filme como uma arma de defesa apontada para os problemas estéticos e políticos deste período no Brasil.

Palavras-chave:
Cinema – Cinema Novo – Ruy Guerra – Os fuzis


19- Oráculos gregos: análise da mântica em Édipo Tirano

André Haggstron
Licenciado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
haggstron@yahoo.com.br

 

Resumo:
O presente trabalho busca apresentar os principais estudos já realizados a respeito das predições oraculares na tragédia Édipo Tirano, de Sófocles, analisando também a crítica pela qual a mântica passou, dentro do período em que a tragédia foi escrita e representada pela primeira vez (provavelmente em 430 a.C. em Atenas). Pretende-se também analisar e compreender o conteúdo numinoso (divino) no âmbito social da pólis e suas relações no encadeamento dramático deste texto de Sófocles, construindo novas concepções a partir de consultas às fontes bibliográficas levantadas. O método utilizado na confecção do texto foi baseado na análise semântica da fonte primária (a tragédia Édipo Tirano) acompanhada da revisão bibliográfica das obras levantadas sobre o tema específico, baseando-me em importantes autores e utilizando-me também de referências eletrônicas.

Palavras-chave:
Sófocles, Édipo Tirano, Mântica, Oráculo, pólis


20- Marc Ferrez e as imagens da nação: uma investigação acerca da construção da identidade nacional brasileira

Viviane da Silva Araujo
Mestranda em História Social da Cultura da PUC-Rio
vivianedasa@yahoo.com.br

 

Resumo:
O presente artigo tem como objetivo analisar possíveis relações entre as imagens fotográficas produzidas por Marc Ferrez e a construção de uma identidade nacional brasileira na segunda metade do século XIX. Para um melhor desenvolvimento deste estudo uma série fotográfica específica foi selecionada: aquela que Ferrez produziu na função de “fotógrafo-assistente” da Comissão Geológica do Império, entre 1875 e 1876. Partindo da premissa de que a identidade nacional é uma construção histórica, dada a partir de esforços políticos de intervenção cultural, esta série de fotografias será compreendida como parte de tais esforços, como imagens visuais desta e para esta identidade nacional que se criava.

Palavras-chave:
Identidade nacional, Marc Ferrez, fotografia, exposições, ciência



21- Perfil e raízes do "agora": Modernização, democracia, e identidade do México e do Brasil de início dos novecentos, nos clássicos de Samuel Ramos e Sérgio Buarque de Holanda

Ana Luiza de Oliveira Duarte Ferreira
Mestre pela Universidade Federal de Juiz de Fora
analod@gmail.com

 

Resumo:
Este artigo parte das concepções teóricas formuladas por Dominick LaCapra e da análise dos mais celebres livros dos pensadores mexicano Samuel Ramos e brasileiro Sérgio Buarque de Holanda, para compor um quadro esquemático das apreciações mais comuns acerca das realidades mexicana e brasileira – com ênfase em aspectos econômicos, políticos e sociais –, de princípios do século XX. Para tanto, faço dialogar El perfil del hombre y la cultura en México e Raízes do Brasil com a obra, de recorte mais amplo, atenta à Ibero-América como um todo, de Angel Rama, A cidade das letras, e acabo por destacar a relevância, naquele momento histórico específico, do debate em torno de três conceitos fundamentais: o de “modernização”, o de “democracia”, e o de “identidade” (local/nacional, e sub-continental/ibero-americana).

Palavras-chave:
Dominick LaCapra; textos-clássicos; análise contextual; Samuel Ramos; Sérgio Buarque de Holanda; início do século XX


22- A Retórica da Conotação e os sentidos gradativos das imagens

Ms. Cristiano Bispo
NEA/UERJ

 

Resumo:
O presente artigo pretende apresentar alguns conceitos sobre a retórica da conotação sugeridos por Martiny Joly e Roland Barthes. A metodologia que aborda os sentidos gradativos das imagens será aplicada para decodificar determinados símbolos no filme “Os deuses devem estar loucos” e em um alabastro com a representação de um etíope macróbio do IV século a.C. A proposta é apontar as múltiplas possibilidades deste instrumento metodológico.

Palavras-chave:
Retórica, conotação, Imagem e África


23- Memória e Pioneirismo: batalha de narrativas em uma área de ocupação recente em Mato Grosso

Andréia de Cássia Heinst
Professora do Departamento de História da UNEMAT
andreiaheinst@terra.com.br

 

Resumo:
Em Mirassol D’ Oeste, a partir do final de 1980 e início de 1990 são produzidos, na própria localidade, textos escritos, dirigidos especialmente às escolas do município, sobre a história da cidade, esses textos, utilizam um modelo de história que cria e fixa a idéia de que o município é um lugar, que desde sua formação já nasceu “predestinado” ao progresso. Portanto, procura-se questionar a construção de uma determinada memória e identidade, situando-as no campo da invenção e não de uma essência presumida, desconstruindo um modelo de escrita homogênea que se propõe contar a história da cidade, a partir de uma determinada memória: a do vencedor.

Palavras-chave:
cidade, memória, progresso, pioneirismo.


24- Identidades afro-descendentes reinventadas: crenças populares e códigos sócio-religiosos no alto-médio São Francisco

Paulo Robério Ferreira Silva
Especialista em História e Cultura Afro-brasileira pela PUC Minas
pauloroberio@ig.com.br

 

Resumo:
Através do estudo de três lendas típicas do alto-médio São Francisco, publicados inicialmente em 1912 no livro Brasil Interior do januarense Manoel Ambrósio, intelectual e membro do Instituto Histórico e Geographico de Minas, pretendo analisar e compreender como estes eventos do imaginário popular participam do estabelecimento de códigos sócio-religiosos no universo afro e como estes elementos são contributivos das formações identitárias destas comunidades.

Palavras-chave:
identidades, afro-descendente, alto-médio São Francisco, crenças populares.


25- “Porto Alegre carnavalesca”: o entrudo através do olhar imagético

Caroline P. Leal
Mestranda PPGH/PUCRS, bolsista CNPq
carolpleal@yahoo.com.br

 

Resumo:
O presente artigo visa analisar as relações e as polêmicas entre o entrudo - uma das formas mais antigas e populares de se brincar o carnaval em Porto Alegre - e o “verdadeiro Carnaval”, o das sociedades carnavalescas, em fins do século XIX. Essa reflexão será feita através do estudo de uma imagem (que fora publicada no periódico O Século, de Miguel Werna, no ano de 1880), procurando se enfatizar suas possíveis representações e finalidades.

Palavras-chave:
carnaval-entrudo, festa, imagens


26- O feminismo “bem comportado”: trajetória de conquista do voto feminino no Maranhão (1900-1934).

Maria da Glória Costa Pacheco
Graduada em História pela UEMA
gloria-pacheco@hotmail.com

 

Resumo:
Este artigo tem como objetivo analisar a conquista do voto feminino no Maranhão, bem como a participação das maranhenses, como eleitoras e candidatas, nas eleições de 1933 e 1934. Destaca-se o processo de luta pelo sufrágio feminino no Rio de Janeiro, capital do país e centro do movimento sufragista brasileiro, enfatizando a participação das organizações feministas. No Maranhão analisaremos a participação da sociedade na conquista do sufrágio feminino e a forma como as maranhenses acompanharam o processo de luta que ocorria com mais intensidade em outras regiões do país. Através de pesquisa nos jornais maranhenses debateremos a participação das maranhenses que não estiveram omissas na luta vitoriosa pelo sufrágio feminino em 1932.

Palavras-chave:
Voto Feminino. Participação Política. Luta. Maranhão


27- Páginas operárias: imagens e representações

César Augusto B. Queirós
Doutorando em História pela UFRGS

 

Resumo:
As primeiras décadas deste século XX foram caracterizadas no plano social por terem sido palco de uma onda de agitação operária em todo o mundo, resultado de um significativo desenvolvimento do capitalismo industrial e pela proliferação de idéias e ideologias que preconizavam a organização dos trabalhadores em torno da construção do que seria uma sociedade mais avançada, baseada no princípio da igualdade. No Brasil, esta agitação se manifestou em um intenso ciclo de greves gerais que – especialmente entre os anos de 1917 e 1919 – percorreu todo o país. Idéias de emancipação política e de libertação da opressão esmagadora do capital, de criação de uma sociedade mais justa e igualitária estavam presentes nos discursos e representações destes operários que se armavam cotidianamente para a luta – política e simbólica – que lhes aguardava rumo ao momento da emancipação do jugo capitalista.

Palavras-chave:
operários, ideologias, greves, discursos, representações


RESENHAS:

Contribuições de Edward Said para as Ciências Humanas

Paulo Robério F. Silva
Especialista em História e Cultura Afro-brasileira pela PUC Minas
paulorobério@ig.com.br

 

As críticas, tanto positivas como negativas, fez e faz de Orientalismo uma das mais importantes obras sobre o colonialismo, pós-colonialismo e o imperialismo. Neste aspecto, algumas interpretações equivocadas ou descuidadas têm insinuado que Orientalismo cumpre o papel de oposição ao ocidente e que evidencia “testemunho de feridas e registro de sofrimento” dos povos árabes. O próprio Said responde a este equívoco: “Deploro uma caracterização tão simples de uma obra que é – aqui vou deixar de lado a falsa modéstia – bem nuançada no que diz sobre diferentes povos, diferentes períodos e diferentes estilos do Orientalismo”. E concluí: “Ler minhas análises de Chateaubriand e Flaubert, ou de Burton e Lane, exatamente com a mesma ênfase, extraindo a mesma mensagem redutora da fórmula banal de um ‘ataque à civilização ocidental’ é, creio eu, ser simplista e incorrer em erro” (SAID, 2007: 447). (leia mais)




 

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2007, História, imagem e narrativas.