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Edição 4 - abril de 2007

Imagens da capa: ilustração inspirada na obra "O Grito", de Edvard Munch - óleo sobre tela (1893) e gravura em litografia (1895).

 

 

Editorial
por Carlos Hollanda


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Dossiê:
A humanidade sitiada: o medo e suas manifestações no tempo

1- Os jesuítas e a instrumentalização do medo nas reduções de guaranis do século XVII

Dr. Antonio Dari Ramos
URI/Santo Ângelo
aramos@urisan.tche.br

 

Resumo:
Pretendemos, neste texto, caracterizar e analisar o método missional jesuítico utilizado na “civilização-cristianização” dos Guarani do Paraguai, das frentes missionárias do Paraná, Uruguai, Paraguai e Tape, referente ao período de 1609 – 1637, enfatizando o uso de estratégias promotoras/desencadeadoras do sentimento do medo. Para isso, destacaremos as referências às ameaças de castigos divinos e às concretização de castigos corporais nas Cartas Ânuas, bem como discutiremos seu emprego pelos missionários como meios de amedrontamento, visando a internalização da doutrina e de condutas cristãs pelos indígenas.

Palavras-chave:
Medo. jesuítas, reduções, castigos divinos, castigos corporais.


2- Ciência moderna: quem vai pagar a conta?

Vanessa Souza da Silva
Mestranda em Educação - UFF
Vanessassilvauff@yahoo.com.br

 

Resumo:
O presente texto tem o objetivo de apresentar reflexões acerca da ruptura do conhecimento científico em relação às outras formas do conhecimento. A reflexão é construída tendo em vista as conseqüências trazidas pela ciência moderna, que legitima o conhecimento científico como único e homogêneo, motivado pelo modelo fáustico de desenvolvimento, resultando em colonialismo e marginalização das outras formas de conhecimento. É um convite ao deslocamento do conhecimento científico do seu lugar de hegemonia, abrindo caminho para um diálogo com outras formas de saber.

Palavras-chave:
Ruptura; Senso comum; Ciência moderna; Modelo fáustico; Modelo dialógico.


3- La representación de la “Solución Final” en el cine reciente


Luciano Barandiarán
Licenciado, UNCPBA/CONICET
cleido7@yahoo.com.ar

 

Resumo:
Este artículo analiza la representación de la “Solución Final” en cinco films recientes que abordan el Holocausto judío. La hipótesis que se sostiene es que si bien en todas ellas las referencias a los asesinatos por parte de los nazis son explícitas, las que se vinculan a la “industrialización de la muerte” son excepcionales, pues casi siempre se utilizan recursos indirectos, en especial elipsis, para tratar el tema. Esto implica hablar de un tema clásico en la historiografía, el de si es posible o no representar la Shoah.

Palavras-chave:
Holocausto- Solución Final- representación- elipsis.


4- Paranóia e poder: política e psicologia de massa

Emanuel Tadeu Borges
Mestre em Psicologia Clínica – UFF
tadeuejoana@ig.com.br

 

Resumo:
Este artigo trabalha diversos aspectos do poder totalitário aludindo, entre outros fatores, a filmes como “1984”, sobre o livro de George Orwell, e “Alucinações do passado” (“Jacob’s Ladder”). Entre as questões aqui abordadas temos o totalitarismo dos regimes ditatoriais como paranóia projetada no plano político: “solidão coletiva”, sempre liderada por um indivíduo que nega a alteridade e estende projetivamente seu ódio sobre uma massa apta a captá-lo e realizá-lo; sempre uma coletividade agindo de modo homogeneamente irracional e portanto em condições de disseminar e desencadear esse ódio no plano social.

Palavras-chave:
Poder, paranoia, política, representações, massa, psicologia.


5- As Justiceiras de Capivari:
Dinamismo popular e cidadania em uma periferia fluminense

Linderval Augusto Monteiro
Doutor em História Social - UFRJ
lindervalmonteiro@uol.com.br

 

Resumo:
O presente trabalho propõe-se a explicitar as maneiras como surgiu, desenvolveu-se e foi interrompida através do assassinato a liderança comunitária de Ildacilde do Prado Lameu, que atuou ao longo das últimas três décadas no bairro de Capivari, periferia do município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ildacilde, ou simplesmente Dona Ilda, destacou-se dos demais líderes comunitários regionais principalmente por ser mulher, pelos seus métodos exóticos de chamar a atenção para os problemas dos cidadãos-sós de seu bairro, pela criação e liderança de um grupo de mulheres (Justiceiras de Capivari), pela sua recusa a comunicar-se politicamente através dos meios tradicionalmente disponíveis e sobretudo pela sua radical e intransigente defesa dos direitos “das pessoas inocentes”.

Palavras-chave:
Liderança comunitária, direitos civis, urbanização incompleta, ausência pública, ocupação proletária, violência urbana .


6- A casa portuguesa: cristãos conquistadores em O último suspiro do mouro, de Salman Rushdie

Telma Borges
Profa. Dra. - Departamento de Comunicação e Letras
da Universidade Estadual de Montes Claros
t2lm1b3rg2s@yahoo.com

 

Resumo:
Os Lusíadas, épico português que celebra a viagem de Vasco da Gama à Índia, talvez seja dos textos da Literatura Portuguesa, o mais estudado. A fortuna crítica a respeito de sua obra é bastante explorada, mas há ainda poucos estudos e, muitos deles superficiais, sobre a identidade muçulmana. Este artigo tem por objetivo evidenciar de que forma Camões representa a identidade muçulmana no espelho reverso da identidade portuguesa. Por meio da teoria comparativista, pretendo evidenciar como Salman Rushdie em O último suspiro do mouro elabora uma imagem reversa da construída por Camões, não só para os muçulmanos, mas também para os portugueses que chegaram à Índia em 1498.

Palavras-chave:
Portugueses, muçulmanos, medo, identidade, viagem.


7- A representação do medo na descrição da peste em Atenas (V século a. C.)

Lyvia Vasconcelos Baptista
Mestranda, UFG/FCHF
lyviavasconcelos@gmail.com

 

Resumo:
A chamada “Peste em Atenas” acometeu os atenienses no ano de 430 a.C., durante a Guerra do Peloponeso, no governo de Péricles. A desorientação que esse ataque ocasionou, potencializou-se, principalmente, devido à própria Guerra, que assumia proporções cada vez mais grandiosas. Segundo o historiador grego Tucídides, a peste era grande demais para ser suportada pela natureza humana. Através dessa afirmação podemos vislumbrar a desestruturação simbólica e material que o ataque desta epidemia favoreceu, bem como o clima de medo e terror que se instalou em Atenas, durante este período. Procuraremos, neste artigo, destacar pontos que nos permitam visualizar a representação do medo na obra de Tucídides, encarando a descrição da peste como evento marcante e significativo para essa percepção.

Palavras-chave:
Medo, peste, Tucídides, Guerra do Peloponeso.

 

OUTROS ARTIGOS:

1- A arte das Missões Jesuíticas:
cultura genuinamente brasileira ou imposição Européia?

Israel Tavares Boff
Licenciado em História pela UNILASALLE
Prof. substituto do Colégio Maria Auxiliadora de Canoas
israelboff@bol.com.br

 

Resumo:
O presente artigo tem por objetivo desenvolver um estudo a respeito da cultura observada nas Missões Jesuíticas que muitas vezes nos é apresentada como sendo uma manifestação típica da cultura européia sendo desenvolvida pelos índios guaranis. Procuraremos desmistificar a idéia de uma cultura tipicamente européia, apontando fatores de importância ímpar para a compreensão da arte Guarani no cenário da história sul-rio-grandense.

Palavras-chave:
Missões Jesuíticas, Arte Guarani, cultura indígena.


2- Os Estudos Medievais no Brasil e a Internet:
Uma análise do uso dos recursos virtuais na produção medievalista (1995 a 2006)

Profª Drª Leila Rodrigues da Silva / UFRJ
Profª Drª Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva / UFRJ

 

Resumo:
Nos últimos onze anos é crescente a utilização da Internet no Brasil. Dentre os múltiplos usos, destacamos os para fins acadêmicos. Centros de estudo, universidades e pesquisadores criaram e mantém sites em todo o mundo, disponibilizando materiais diversos, como livros, periódicos, Atlas, Dicionários, Cursos on line etc. Este artigo traça algumas considerações sobre o impacto da Internet nos estudos medievais na última década (1995 a 2006), por meio da análise de algumas das publicações da área no período, bem como destaca as potencialidades desse instrumento na ampliação da pesquisa medieval no Brasil.

Palavras-chave:
Internet- Estudos Medievais no Brasil - Pesquisa.


3- “Indivíduo” na Idade Média?!
Um estudo de caso: a obra O Espelho de Cristina, de Christine de Pisan

Mônica Karawejczyk
Mestranda em História, bolsista CNPQ, PUCRS/PPGHIST
monicaka@terra.com.br

 

Resumo:
A pergunta que instigou a feitura dessa reflexão surgiu de uma discussão e preocupação contemporânea sobre a importância do indivíduo na nossa sociedade moderna ocidental. Também era desse modo na chamada Idade Média? A temática do indivíduo já teria alguma relevância? Assim esse artigo procura, através do estudo de uma obra escrita e divulgada no final da Idade Média, O Espelho de Cristina, de Christine de Pisan, identificar esse conceito.

Palavras-chave:
Indivíduo, Idade Média, Christine de Pisan


4- Espártaco e a política na Antigüidade

Michel Silva
Graduando de História – UDESC
michelgsilva@yahoo.com.br

 

Resumo:
Pretende-se neste artigo, partindo de uma breve reconstrução das lutas políticas travadas em Roma no final da República, localizar a importância das rebeliões escravas, em especial a liderada pelo gladiador Espártaco. É nosso objetivo demonstrar a perda do conteúdo histórico e político nas construções posteriores feitas da imagem de Espártaco, no contexto de “fim da história”.

Palavras-chave:
Espártaco; República romana; escravismo antigo; luta de classes


5- Eis que o caboclo veio à Terra “anunciar” a Umbanda

José Henrique Motta de Oliveira
Mestre em História Comparada - UFRJ/ PPGHC
temporeal@uol.com.br

 

Resumo:
Neste artigo ofereceremos um novo olhar sobre a “anunciação” da Umbanda: a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio de Moraes, numa sessão da Federação Espírita de Niterói, no dia 15 de Novembro de 1908. Como todo mito-fundador, a narrativa entremeia a realidade com fantasia, mas o que interessa é o valor simbólico que o mito representa para os atuais adeptos, cuja importância se compara ao nascimento de Jesus, para os cristãos. Nesta perspectiva, proponho uma análise alternativa àquelas realizadas por Diana Brown e Emerson Giumbelli, nas quais a relevância simbólica do evento fora suplantada por questões relativas à consolidação da classe média carioca. As teorias de Pierre Bourdieu sobre o funcionamento do campo religioso me auxiliaram na tarefa de justificar o ostracismo vivido por Zélio de Moraes. O que estava em jogo naquele momento era a busca pela legitimidade de uma religião periférica, e não quem fora o precursor da Umbanda.

Palavras-chave:
Umbanda, Religião Brasileira, História do Brasil Republicano


RESENHAS:

EL FAR, Alessandra. Páginas de Sensação. Literatura Popular e Pornográfica no Rio de Janeiro (1870-1924). São Paulo, Companhia das Letras, 2004.

Maurício Silva
Doutor em Literatura Brasileira, pela Universidade de São Paulo
Prof. de Literatura Brasileira, no Centro Universitário Nove de Julho (SP)

 

Os avanços dos estudos de História Cultural que se verificaram ao longo do século passado tiveram o mérito de possibilitar abordagens culturalistas da história responsáveis pela multiplicidade de enfoques analíticos, resultando assim no resgate de fenômenos até então subestimados por perspectivas historiográficas mais tradicionalistas. Uma dessas abordagens é exatamente aquela que faz das práticas de leitura – entendida como uma complexa rede de relações de produção, divulgação e recepção do texto escrito – um de seus principais objetos de estudo... (leia mais)


Medo, terrorismo de Estado e as ditaduras civil-militares de segurança nacional do Cone Sul

CORRADI, Juan E.; FAGEN, Patricia Weiss; GARRETÓN, Manuel Antonio (eds.). Fear at the edge: state terror and resistance in Latin America. Berkeley: University of California Press, 1992. 301 p.

Caroline Silveira Bauer
Doutoranda em História pela UFRGS
carolinebauer@gmail.com

 

Fear at the edge: state terror and resistance in Latin America [Medo ao limite: Estado terrorista e resistência na América Latina] é uma obra coletiva publicada em 1992, tendo como editores Juan Corradi, professor de Sociologia na New York University, Patricia Weiss Fagen, membro da United Nations High Commission for Refugees in El Salvador e Manuel Antonio Garretón, membro da Latin America Faculty of Social Sciences em Santiago, Chile. A obra possui um inegável destaque na historiografia sobre as ditaduras civil-militares de segurança nacional do Cone Sul, tanto pelas inovações teórico-metodológicas, debates e discussões, quanto pela pesquisa empírica de seus autores. Uma das principais contribuições dos autores foi abordar o medo sob uma perspectiva política... (leia mais)


Os vikings na Inglaterra medieval

CORNWELL, Bernard. O último reino. Primeiro volume da trilogia Crônicas Saxônicas. São Paulo: Editora Record, 2006. 362p. ISBN: 85-01-07352-0. Data de lançamento da obra original: 2004.

Prof. Dr. Johnni Langer
Pós-doutorando em História pela USP, bolsista da FAPESP.
johnnilanger@yahoo.com.br

 

A tradição literária de reconstituir episódios sobre os nórdicos medievais provém do Oitocentos. Fridegard, Bengtsson, entre outros escritores, brindaram seus leitores com romances memoráveis, popularizando os Vikings por toda a Europa. Desta vez, é o autor britânico Bernard Cornwell que concede aos leitores brasileiros um excepcional romance histórico. Já conhecido por suas populares reconstituições da trajetória do lendário rei bretão (As crônicas de Artur) e a Busca do Graal, desta vez a trama gira em torno da presença Viking (mais especificamente dinamarquesa) na Inglaterra anglo-saxônica do século IX d.C... (leia mais)


GRUZINKI, Serge. A guerra das imagens: de Cristóvão Colombo a Blade Runner (1492-2019). Trad. Rosa F. d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. 348 p.

Thiago Juliano Sayão
Doutorando em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
thiagosayao@hotmail.com

 

Este livro é apresentado pelo autor como o “último capítulo de uma viagem de historiador ao México espanhol” (p.21). Publicado originalmente na França em 1990, La guerre des images (A guerra das imagens) chega agora ao público brasileiro, traduzido por Rosa Freire d’Aguiar, como a continuação dos estudos sobre o processo de colonização mexicana, que já contava com: Les Hommes-dieux du Méxique (Os homens-deuses do México) - 1985; La colonisation de l’imaginaire (A colonização do imaginário) – 1988; e, De l’idolâtrie (Sobre a idolatria) - 1988. Todas obras de Serge Gruzinski, historiador, paleógrafo e professor na École des Hautes Études em Sciences Sociale (EHESS), que também dirige um núcleo de pesquisas no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS)... (leia mais)

 

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2007, História, imagem e narrativas.