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Edição
3 - setembro de 2006
Imagens
da capa: Arte sobre foto de Kurt Cobain, Emanuel Kant,
William Shakespeare, elmo espartano (460 a.C.).
Editorial
por Walter Marcelo Ramundo
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Veja
a capa em tamanho maior
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Artigos:
1-
Identidades
Possíveis: Quão “grega” é a espartana?
Isabel Sant’Ana
Martins Romeo
Profª Mestranda UFRJ/ PPGHC
isabelromeo@gmail.com
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Resumo:
Esse artigo, parte integrante de minha dissertação
de mestrado, discute as fronteiras identitárias gregas e
políades. Qual a fronteira delineadora que agrupa e divide
“gregos” e espartanos? Até onde espartanos são gregos?
Em que “momento” os espartanos “deixam” a identidade grega de lado
para assumirem uma postura exclusivamente espartana? Isso é
possível? Assim, partindo de uma leitura “identitária
– contextual”, é possível compreender um pouco mais
do espaço de atuação da esposa bem-nascida
espartana.
Palavras-chave:
Identidade/alteridade, História
de Gênero, Esparta, Grécia, Período Clássico
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2-
“O
Voto de saias”: breve análise das imagens
veiculadas na Revista do Globo (1930-1934)
Mônica Karawejczyk
Mestranda, PUCRS/IFCH.
monicaka@terra.com.br
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Resumo:
Os temas da cidadania, da participação
política e da inclusão social são, hoje, questões
que suscitam muitas discussões e preocupações
na sociedade, sendo um assunto cada vez mais em voga nos meios de
comunicação. Por acreditar que a questão do
sufrágio é uma faceta importante da participação
feminina no espaço público e uma conquista recente
– pouco mais de 70 anos – é que se deu a proposta deste ensaio,
ou seja, de se perceber como a história do sufrágio
feminino foi contada na Revista do Globo de Porto Alegre. Para alcançar
este intento vamos centrar a análise nas imagens veiculadas,
sobre este tema, entre os anos de 1930 a 1934. Isso será
feito levando-se em conta as propostas metodológicas de Roland
Barthes, Boris Kossoy e Ana Maria Mauad.
Palavras-chave:
Sufrágio feminino, Revista
do Globo, imprensa, fotografia, charge
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3-
Diogo
Pires – Considerações lingüísticas,
históricas e literárias sobre o poema De exilio
suo
Dr. Álvaro
Alfredo Bragança Júnior
Professor adjunto – Letras Anglo-Germânicas - UFRJ
Membro da Comissão Acadêmica do PPGHC - UFRJ
alvabrag@uol.com.br
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Resumo:
O Renascimento como sublimação
de todo um ideal de arte; suas tendências e características
gerais. O Humanismo e suas manifestações em Portugal.
Diogo Pires – um humanista em terras d’além mar. A poesia
como denúncia social.
Palavras-chave:
Poesia, denúncia social,
Renascimento, Humanismo, Portugal
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4-
A
construção da eternidade:
indústria cultural e mitologia urbana
Paulo Henrique Dantas
Pinto
Mestre em Ciências Sociais - UERJ
phdantas@hotmail.com
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Resumo:
A idéia fundamental do presente
trabalho será discutir o processo de construção
destes novos mitos ligados à indústria cultural. O
foco se encontra em sua plenitude voltado para o universo do gênero
musical denominado “rock”, consagrado mundialmente a partir dos
Estados Unidos, no final dos anos 50. Buscamos situar brevemente
o surgimento deste gênero musical em seu contexto histórico,
destacando alguns elementos, de forma a contribuir para atenuar
algumas imprecisões conceituais. Igualmente discutimos o
conceito de Indústria Cultural atentando para o pensamento
dos principais autores da Escola de Frankfurt.
Palavras-chave:
Indústria Cultural, rock,
música, mitos, modernidade
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5-
Angelo
Agostini e seu “Zé Caipora”
entre a Corte e a República
Carlos Manoel de
Hollanda Cavalcanti
Mestrando - UFRJ/PPGHC
carlosmhc@terra.com.br
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Resumo:
Breve análise da arte seqüencial
de Angelo Agostini nas histórias de seu personagem “Zé
Caipora”, que figurou nas páginas centrais da “Revista Ilustrada”
entre 1883 e 1888. A publicação, entre outras que
formavam o conjunto da Imprensa Ilustrada e da “Imprensa de Combate”,
tecia críticas à política e à sociedade
com suas matérias, charges e caricaturas. Agostini, com a
série supracitada, entre vários outros de seus trabalhos
em arte seqüencial, ironizava os costumes, sobretudo os da
Corte no último quartel do século XIX. Além
de os quadrinhos do artista terem sido uma opção de
lazer, eles foram, tanto quanto as charges e caricaturas da época,
um recurso dos mais importantes para formar opiniões e para
sugerir com imagens um modelo ideológico republicano, abolicionista
e liberal a seu público: o leitor e o analfabeto. Este trabalho
tem como referência diversas páginas da “Revista Ilustrada”
obtidas no acervo de periódicos da Biblioteca Nacional.
Palavras-chave:
Brasil Império, República, quadrinhos, propaganda,
folhetim, imprensa, liberalismo, abolicionismo.
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6-
Reflexões
sobre a filosofia da história em Kant
Dominique Vieira
Coelho dos Santos
Mestrando em História pela Universidade Federal de Goiás.
SroDomeniko@yahoo.com.br
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Resumo:
O presente artigo tem por objetivo
apresentar reflexões sobre a filosofia da história
em Kant, partindo do próprio Kant em seu texto: “Idéia
de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita”.
Kant é um dos mais importantes filósofos do ocidente,
suas investigações sobre epistemologia são
fundamentais para a história da ciência e filosofia
moderna. A maioria dessas investigações se refere
à faculdade de julgar e os limites da razão humana,
sendo o ápice de sua obra as três críticas.
Serão analisadas aqui as nove proposições kantianas
sobre a história humana, visto que nelas se encontra resumidamente
o seu pensamento sobre história. Esse exercício é
de fundamental importância para o pensamento teórico
da história enquanto ciência (Geschichtswissenschaft).
Palavras-chave:
Kant, epistemologia, história.
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7-
A
Textura da Modernidade Ocidental:
o papado medieval e a secularização do tempo
Leandro Duarte Rust
Mestre em História UFRJ/PPGHC
Doutorando História UFF/PPGH - Pesquisador Colaborador
UFRJ/PEM
leandrorust@yahoo.com.br
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Resumo:
Este artigo tem por objetivo expor
algumas reflexões críticas quanto ao olhar lançado
pelos historiadores sobre as representações do tempo
na aurora da modernidade ocidental. Nas páginas que se seguem,
nos deteremos no exame de uma peculiar temporalidade fabricada pelo
papado medieval, cuja singularidade nos força a uma reavaliação
crítica do tratamento historiográfico dispensado ao
problema da percepção e vivência clericais do
tempo após o ano mil de nossa era. Em termos mais precisos
tomaremos como foco de análise, a legislação
produzida pelo IV Concílio de Latrão (1215). Optamos
aqui por uma exposição narrativa de nossas argumentações,
revelando, assim, nossa adesão ao princípio epistemológico
exposto por Paul Ricoeur que atrela a inteligibilidade de uma temporalidade
à sua estruturação narrativa.
Palavras-chave:
Tempo, Papado Medieval, Concílios de Latrão, Inocêncio
III.
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8-
O
Bem versus o Mal:
Brasil e Paraguai através da visão dos caricaturistas
Mariana Nunes de
Carvalho
Tutora de História na Educação – UNIRIO
marincarvalho@gmail.com
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Resumo:
Este artigo aborda as caricaturas
de Solano Lopes, ditador paraguaio, na imprensa carioca durante
os primeiros anos da Guerra do Paraguai (1865-1868). Através
de sua análise retrata a criação de estereótipos
de caráter negativo com relação a este ditador
e à população de seu país, creditando
à estes as características de bárbaros e não
civilizados. A partir de tal, mostra o caráter civilizador
e nacionalista atribuídos ao Império brasileiro pela
imprensa carioca ao negar e ridicularizar o inimigo de guerra.
Palavras-chave:
Guerra do Paraguai- Solano Lopes – caricaturas – imprensa – Império
brasileiro.
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9-
“Shakespeare”
entre atos Editoriais:
A Propósito de uma Crítica a Roger Chartier
Alexander Martins
Vianna
Mestre em História Social
Doutorando pelo PPGHIS-UFRJ
alexvianna1974@hotmail.com
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Resumo:
Desde a década de 1980,
a “tournant critique” nas ciências sociais e nas artes teve
como um de seus principais efeitos o questionamento da concepção
universalizante de noções como autor, obra completa,
leitura, literatura, livro, manuscrito e escrita, chamando a atenção
para que concepções e cânones literários
do século XIX não fossem aplicados indiscriminadamente
a séculos anteriores. Neste artigo, parto da idéia
de que “Shakespeare” é um nome associado a uma tradição
editorial de textos originalmente advindos de sua companhia teatral.
Nesse sentido, as “suas” peças, tal como nos são dadas
a conhecer hoje, não seriam resultados do trabalho de um
gênio isolado e único. Com tal perspectiva em mente,
pude desenvolver uma crítica à idéia de Roger
Chartier de que os critérios de constituição
de valor editorial para o fólio de 1616 de Ben Jonson seriam
os mesmos para o projeto editorial do fólio de 1623 de “Shakespeare”.
Palavras-chave:
Shakespeare – Publicação de Drama - Auctoritas.
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10-
Estética
e juízo de valores na Corte Imperial
Rita de Cássia
Boeira Campos
Mestre em História PPGH/ UFRGS
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Resumo:
Buscamos nesse trabalho analisar
as formas de representação da alteridade dentro de
uma obra polêmica portuguesa, a Corte Imperial, escrita entre
os séculos XIV e XV. A obra representa um debate religioso
entre a Rainha Católica, personificação da
Igreja Católica e seus adversários: judeus, muçulmanos,
pagãos e cristãos ortodoxos, buscando convertê-los
para a fé católica. Como seu objetivo é converter,
o autor não apenas refutar os argumentos dos adversários
da fé católica, entre eles os judeus, como também
desacreditá-los, difamando sua reputação. Ao
descrever seus adversários, o autor apóia-se numa
estética moral, onde os adjetivos são carregados de
valores morais, como bondade e maldade, buscando influenciar o leitor,
disciplinando seu olhar, criando um sentimento de repulsa em relação
aos judeus. A descrição negativa ou positiva torna-se
parte da retórica, assim os cristãos seriam bons,
belos, puros, verdadeiros e angelicais e os judeus maus feios, impuros,
falsos e diabólicos.
Palavras-chave:
Portugal Medieval, Corte Imperial,
Literatura Polêmica, Estética, Belo, Judeus
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11-
Desvendar
e Crítica de uma Identidade:
Mexicanidade e Americanidade em Octavio Paz
Roosevelt Araújo
da Rocha Júnior
Doutorando, Unicamp/IEL
rooseveltrocha@yahoo.com.br
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Resumo:
Neste texto, retomo a discussão
acerca da identidade latino-americana. Para isso, tomo como ponto
de partida a obra O Labirinto da Solidão e Post-scriptum,
de Octavio Paz. Nesse livro, Paz realiza uma reflexão sobre
o caráter do povo mexicano. Ao fazer isso, ele abriu um vasto
campo de idéias que nos ajuda a pensar sobre o caráter
dos outros povos que habitam o vasto território ao sul do
Vale do México. Meu objetivo é utilizar as reflexões
de Paz acerca de seu país para entender melhor o que pode
ser a chamada ‘identidade latino-americana’. No final, tentarei
realizar uma reflexão buscando uma aproximação
entre a identidade latino-americana e um modelo tirado da literatura:
o Barroco.
Palavras-chave:
Identidade Latino-Americana, Octavio Paz, Caráter nacional,
México, Máscara, Barroco.
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RECULER
POUR MIEUX SAUTER. Resenha de ELIAS, Norbert. Envolvimento
e alienação. Bertrand Brasil:
Rio de Janeiro, 1998. 352p.
Walter Marcelo Ramundo
Mestrando UFRJ/PPGHC.
wm.ramundo@uol.com.br
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| Por que
as sociedades humanas resistem mais do que a natureza não-humana
a uma mais bem-sucedida exploração dos perigos e catástrofes
por elas gerados? E por que quase todos parecem aceitar que isso
deva ser assim? Essas são as indagações iniciais
de Envolvimento e Alienação, obra cujos objetivos
são versar sobre a natureza do conhecimento das sociedades
humanas por intermédio da dinâmica dos dois conceitos
que a intitulam, e a demonstração da necessidade de
elaboração de uma teoria das ciências que realmente
comporte uma integridade em meio à diversidade de disciplinas
progressivamente especializadas. Uma necessidade de modelo dos modelos
não concentrado num único e estático ramo do
conhecimento. Publicada pela primeira vez na década de oitenta
na Alemanha (Engagement und Distanzierun), chegou ao Brasil
quinze anos mais tarde... (leia
mais)
|
A
VOLTA DOS BÁRBAROS: ASTERIX E OS VIKINGS NO CINEMA E NA HQ.
Resenha das obras Asterix e os Vikings. Studio/Mandarins
SAS, 2006.
Prof. Dr. Johnni
Langer
Pós-doutorando em História pela USP, Bolsista da
FAPESP
johnnilanger@yahoo.com.br
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| Ao contrário
de outras produções esmeradas levadas ao cinema de
animação (como Corto Maltese: la cour secrète
dês arcanes, 2004, cuja coleção está
sendo traduzida no Brasil, onde o filme é a transposição
quase literal de cada cena feita por Hugo Pratt para o álbum
transcorrido na Sibéria), os diretores Jesper Moller e Stefan
Fjeldmark afastaram-se da narrativa do álbum original, Astérix
et les Normans, publicado originalmente em 1965. No quadrinho
da dupla Goscinny e Uderzo, os habitantes da Escandinávia
Viking são chamados de Normandos e resolvem tentar descobrir
como é a sensação de ter medo, inexistente
entre eles, e por conseqüência, permitir a eles voarem.
Então, resolvem partir para a Gália buscando esse
intuito. Ao mesmo tempo, na pequena aldeia de Obelix e Asterix,
o núcleo central de todas as aventuras, recebe a visita do
personagem Calhambix, sobrinho do chefe – personagem caricato dos
então jovens rockeiros, aventureiros e rebeldes dos anos
1960. Sua presença na aldeia causa certa inovação
de comportamento perante... (leia
mais)
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