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Edição 1 - setembro de 2005

Imagens da capa: Virga Aurea (1616), de James Bonaventure Hepburn (1573 - 1620); quadro 8, do Codex Manesse (séc. XIII), representando o Conde Heinrich von Anhalt; mosaico bizantino com o Imperador Justiniano e seu séquito (séc. VI); tira de HQ Mauro Tauro, de Carlos Hollanda (2003); montagem: silhuetas de Ernesto Che-Guevara e Jânio Quadros em encontro em agosto de 1961/reportagem sobre a renúncia de Jânio.

 

 

Editorial
por Carlos Hollanda & Walter Marcelo Ramundo


Clique e veja a capa em tamanho maior
ISSN 1808-9895

 

 

 

 

 

 

 

 


Algumas opiniões do mundo acadêmico

por vários autores

Artigos:

1- Dois cavaleiros: o perfeito e o (ambi) Valente: Estudo comparativo sobre a propagação de modelos em “Lancelote, o cavaleiro da carreta” e em “Príncipe Valente nos tempos do Rei Arthur”

Carlos Manoel de Hollanda Cavalcanti
UFRJ/PPGHC
carlosmhc@terra.com.br

 

Resumo:
Algumas histórias em quadrinhos têm traços em comum com a literatura cortês, quando o assunto é a elaboração e difusão de modelos comportamentais, crenças e idéias. É o caso das HQ’s de aventura e de (super) heróis, sobretudo em se tratando das lançadas nos anos 30 e 40. O artigo traça um quadro comparativo entre trechos de algumas páginas dominicais do Príncipe Valente e a representação do cavaleiro medieval na figura de Lancelote. Igualmente, trabalha a idealização do cavaleiro no século XIII e as apropriações de sua figura literária numa obra do século XX, marcada por uma época de escassez econômica e de guerra iminente.

Palavras-chave:
Histórias em quadrinhos; propagação de modelos/crenças/ideologias; alusões e alegorias medievais; representações; cultura de massa


2- A praia - depois da utopia: uma análise do filme de Danny Boile

Paula Faccini de Bastos Cruz
UFRJ/PPGHC
pbastoscruz@terra.com.br

 

Resumo:
O homem ocidental vive uma época marcada por guerras mundiais, Estados fascistas, barbáries como a Guerra do Vietnã e o Holocausto, e pela erosão de instituições como família, nação, sindicatos, partidos políticos e religiões tradicionais. Um período marcado por um pensamento individualista neoliberal e pela globalização que, apesar da internet e de seu contínuo fluxo de informação, mantém o homem cada vez mais distante e indiferente ao outro. O que leva Richard (Di Caprio), o protagonista, a fazer sua viagem ao Sudeste Asiático é justamente este sentimento de abandono e de solidão. Fugindo da civilização, a qual acusa como principal responsável por seu mal-estar, acredita que conseguirá libertar-se dele.

Palavras-chave:
História do Tempo Presente; globalização; utopia; cinema



3-
Visualidade, gênero e poder - As representações do feminino no cinema de Ana Carolina (“Mar de rosas”, “Das tripas coração” e “Sonho de valsa” – 1977 a 1986

Flávia Cópio Esteves
Mestranda em História Social - UFF
fcopio@hotmail.com

 

Resumo:
Produzida entre as décadas de 1970 e 1980, a trilogia de Ana Carolina atravessa conjunturas tensas, de transformações, restrições e esforços de ruptura nos campos social, político e cultural. Definido enquanto prática social e, portanto, histórica, o olhar dirigido para estas três produções revela significados complexos, os quais estabelecem interfaces múltiplas, e os filmes assumem sentidos variados e, por vezes, em profunda articulação. Tendo em vista a relação entre imagens e poder, focalizamos aqui as personagens femininas, relacionadas às temáticas centrais enfocadas nas tramas, buscando perceber, como e quais dimensões deste poder são enfrentadas por elas em seu cotidiano. Numa visão mais ampla, cabe discutir as representações veiculadas e questionadas pelos filmes em relação aos papéis femininos e, por trás destes, ao poder em suas várias manifestações.

Palavras-chave:
Gênero, imagens, poder, cinema, representações do feminino



4 -
Cerimônia da Homenagem – produção e veiculação da imagem régia de D. João II em Álvaro Lopes Chaves

Ieda Avênia de Mello
Mestranda em História Social - UFF

 

Resumo:
Estabelece-se relação entre as cerimônias da realeza portuguesa, no século XV, e as práticas propagandísticas oriundas do discurso do paço a partir do caso das Cortes de Évora de 1481. Toma-se como referência a Cerimônia da Homenagem, caracterizada pelo juramento de fidelidade realizado na cerimônia de entronização dos reis portugueses. Destacar-se-ão as alterações feitas por D. João II nesta cerimônia, seus precedentes e desdobramentos como um notável elemento relativo à produção e veiculação da imagem deste rei. Com base no Livro de Apontamentos de Álvaro Lopes, serão analisados três momentos decisivos relativos à codificação da referida cerimônia: as discussões prévias; a abertura das cortes, e as mudanças efetivas introduzidas pelo rei. Abordam-se, ainda, questões referentes à legitimação e à centralização do poder régio.

Palavras-chave:
Imagem régia, práticas propagandísticas, baixo-medievo, representações, realeza portuguesa



5 -
“Visualizando” a militante integralista através das fotografias produzidas pela Ação Integralista Brasileira

Tatiana da Silva Bulhões
Mestranda em História Social - UFF - pesquisadora TEMPO/IFCS/UFRJ
tatianasbulhoes@superig.com.br

 

Resumo:
A Ação Integralista Brasileira produziu e divulgou um amplo discurso imagético sobre o cotidiano de seus militantes e sua ideologia através da fotografia. As “camisas-verdes”, militantes mulheres que participaram do movimento, neste discurso, assim como no discurso textual, tem sua conduta delimitada, e as representações de feminino produzidas pela A.I.B são dadas a serem “vistas”. Através de um rico instrumental teórico oferecido pelos estudos de Cultura visual anglo-saxônicos, serão analisados aspectos da cultura visual integralista e brasileira acerca da fotografia, as formas de divulgação destas pelo movimento e suas funções de propaganda política e construção de memória, especificamente neste artigo, das militantes integralistas.

Palavras-chave:
Ação Integralista Brasileira, fotografias, Cultura Visual, Propaganda Política.

 

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