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1808-9895
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imagens e narrativas noutras publicações;
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de imagens e narrativas.
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Edição
10 - abril de 2010
Imagens
da capa:
- Frontispício da "Tábua de
Esmeralda", de Limonjon de Saint-Didier (Le Triomphe Hemétique
- 1689 - edição alemã de Frankfurt, 1765)
- "Harmonica Macrocosmica", uma representação
do céu ptolomaico, de Andreas Cellarius (1661)
- As sephiroth e o processo de Criação,
segundo Christian Knorr von Rosenroth - "Kabbala Denudata"
- Sulzbach - 1684
- Saturno, o regente dos signos zodiacais de
Capricórnio e Aquário, representado no "De
Sphaera", manuscrito italiano do século XV.
- Referência à capa da edição
número 14 de "Promethea", de Alan Moore e J.
H. Williams III (America's Best Comics - 2000)
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EDITORIAL:
"Os 'assuntos-tabu' na pesquisa acadêmica"
- Ler
o editorial
Carlos
Hollanda |
1-
Determinismo,
Liberdade e Astrologia nos Estóicos.
Marcus Reis Pinheiro
Prof. Adjunto do dep. de Filosofia da UFF
Pós-Doutor em Filosofia, UFRJ
Doutor em Filosofia, PUC-Rio
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Resumo:
O presente artigo descreve a filosofia estóica especialmente
no que concerne ao problema da liberdade e do destino. Sendo uma
doutrina determinista tanto em relação ao cosmos quanto
em relação à ética, o estoicismo defende
certo tipo de previsão divinatória, como a astrologia.
Assim, este trabalho termina apresentando alguns argumentos estóicos
que defendem a prática divinatória
Palavras-chave:
estoicismo, divinação,
astrologia, liberdade, destino, determinismo
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2-
Um
estudo hermenêutico do Tarô.
Marcelo Bolshaw
Gomes
Doutor em Ciências Sociais
Jornalista
Professor de Comunicação da UFRN
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Resumo:
O objetivo deste texto é apresentar o sistema simbólico
do Tarô como um mapa cognitivo de leitura do inconsciente.
Para tanto, a partir de uma estória, discute-se os princípios
de uma interpretação dialógica. Em seguida,
descrevem-se as cartas, suas origens e suas principais referências
esotéricas e analíticas. Por fim, atualiza-se o método
de interpretação através de quatro leituras
– utilizado na tradução do velho testamento para o
grego: a leitura literal (objetiva), a alegórica (subjetiva),
a tradicional (contextual) e mística (ou teatral). Conclui-se
que a interpretação dialógica das imagens simbólicas
é um fator importante para construção de um
novo saber complexo.
Palavras-chave:
Hermenêutica – Simbolismo
– Jogos de Adivinhação
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3-
O
Tetrabiblos de Ptolomeu: um texto e sua circunstância.
Cristina de Amorim
Machado
Doutora em Letras, PUC-RJ
Mestre em Filosofia - PUC-RJ
cristina_machado@yahoo.com
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Resumo:
O objetivo deste artigo é apresentar o Tetrabiblos de Claudio
Ptolomeu, escrito em grego na Alexandria do século II, mas
que foi reescrito e transmitido ao longo do tempo e do espaço
nas mais diversas circunstâncias culturais e linguísticas.
Evidentemente não analisaremos todas essas circunstâncias
aqui, apenas os primeiros séculos da nossa era. Para começar,
veremos o contexto em que o Tetrabiblos veio à luz e como
começou a sua longa jornada de reescritas, ainda no período
helenístico. Na sequência, examinaremos mais de perto
o nosso objeto, a partir das edições do texto ptolomaico
que circulam hoje em dia. Faremos, portanto, um estudo desse livro
com base nas duas edições críticas que temos
disponíveis em inglês e italiano, e também nas
outras edições do Tetrabiblos a que tivemos acesso.
Usaremos alguns comentários feitos por especialistas e os
paratextos de todas essas edições. Maior ênfase
será dada aos três primeiros capítulos do Tetrabiblos,
notadamente teóricos, que tratam de algumas questões
filosófico-científicas que se impunham no tempo de
Ptolomeu, mas que nos parecem bastante relevantes ainda hoje para
pensar a Astrologia.
Palavras-chave:
Tetrabiblos, Ptolomeu, Astrologia,
História da Ciência, História da Tradução
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4-
A imortalidade em camadas planetárias:
o imaginário do céu arcaico nos quadrinhos de "Promethea”.
Carlos Manoel de
Hollanda Cavalcanti
Doutorando em Artes Visuais (linha Imagem e Cultura) – PPGAV -
UFRJ
Mestre em História Comparada das Formas Narrativas – PPGHC
- UFRJ
Professor Colaborador – Projeto DSG 1003 – PUC-RJ
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Resumo:
Lançada no final do século XX, a série de quadrinhos
“Promethea”, de Alan Moore, sintetiza em suas representações
visuais um grande conjunto de símbolos do imaginário
ocidental a respeito da relação mundano-sagrado. Este
estudo percorre algumas de suas bases míticas, associadas
ao hermetismo, ao gnosticismo, à astrologia, à cabalá
e ao tarot sob o forte sincretismo e influência de movimentos
das matrizes judaico-cristãs do Ocidente em várias
épocas, condensados nas páginas da personagem. Aqui
são também estabelecidas as relações
entre esse sincretismo e importantes concepções de
cosmo em períodos pré-copernicanos, além de
noções mítico-religiosas que permanecem em
muitas sociedades contemporâneas em torno do sagrado feminino.
Palavras-chave:
quadrinhos, imaginário,
gnosticismo, alquimia, astrologia, cabalá, tarot, imortalidade
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5-
Iconografias do feminino:
Mitos, arte e outras representações.
Regina Moura
Mestre em Artes Visuais EBA/UFRJ
reginamoura3@yahoo.com.br
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Resumo:
Esse estudo pretende abordar aspectos da iconografia feminina manifestada
em mitos, produções artísticas e representações
do tarot enquanto produção simbólica. Entende-se
que a questão feminina está impregnada por uma linguagem
metafórica tecida em imagens, signos e subjetividades relacionadas
à fecundidade e gestação; até que ponto
essas linguagens contribuíram para a construção
de uma identidade feminina, dramaticamente conquistada em meio ao
sistema patriarcal dominante.
Palavras-chave:
gênero, feminino, mitologia,
arte, tarot
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6-
O Sagrado e o Profano: 400 anos sem Caravaggio.
Flavio Felício
Botton
Prof. Mestre de História da Arte e Literatura Portuguesa
da UniABC
galaaz67@gmail.com
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Resumo:
Este artigo pretende, além de homenagear os 400 anos da morte
de Caravaggio, propor uma leitura interpretativa de algumas de suas
obras, guiando-se pela noção de hierofania, desenvolvida
na literatura do historiador de religiões Mircea Elíade.
Essa idéia apresenta uma noção de sagrado que
vai muito além da instituída pela Igreja Católica
do período barroco e se volta para uma visão primitiva,
primordial, uma visão que evoca o sagrado como acontecimento
iniciado por uma revelação divina in illo tempore
e que funda uma narrativa mítica.
Palavras-chave:
Caravaggio, sagrado, profano,
religiões, hierofania, narrativa mítica
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7-
A Jornada do herói e os ciclos astrológicos:
uma aproximação possível.
Ana Maria Mendez
González
Mestre em Literatura Portuguesa pela USP
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Resumo:
Abordagens interdisciplinares possibilitam a aproximação
de linguagens variadas e também análises que mesclam
diferentes áreas da cultura. Assim, partimos do conceito
da jornada do heroi de Joseph Campbell, que de forma cíclica,
indica um caminho de aprendizagem e transformação
do ser humano. Daí, vamos à área dos símbolos
astrológicos e observamos as semelhanças que existem
no conceito de ciclos temporais com o da jornada do herói.
Mais do que simples semelhanças, encontramos nessa aproximação
uma contribuição para a compreensão deste mundo
e da vida humana. A mesma grandeza pode ser percebida nas duas abordagens
elevam a vida, fecundam-na de símbolos e de significados.
Palavras-chave:
interdisciplinaridade, jornada
do heroi, ciclos, símbolo e mito
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8-
A Astrologia e a relação entre Cosmo e Homem.
Edil Carvalho
graduando do curso de filosofia da UFRJ
edilcarvalho7@hotmail.com
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Resumo:
O artigo em questão visa desenvolver uma hipótese
que explique um dos fundamentos da astrologia: a relação
existente entre o cosmo e o homem. Para tal, investiga a noção
de espaço, bem como a noção de vida e biografia
- sobretudo a noção de direção que aparece
como fundamental e comum na definição de ambos, e
se pergunta: o fato de tanto a vida quanto o espaço serem
constituídos fundamentalmente de direção seria
suficiente para vislumbrarmos um laço de parentesco entre
o homem e o cosmo?
Palavras-chave:
astrologia – cosmologia – biografia
- espaço – direção – sentido
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9-
“Do riso ao siso”: a leitura e a interpretação
de cartazes e cartoons políticos na aula de História.
Maria do Céu
de Melo,
Professora Associada - Universidade do Minho, Instituto Educação,
Portugal
mariaceumelo@gmail.com
Bárbara
Sarah Coelho,
Christophe Santos,
Mestrandos em Ensino da História e de Geografia - Universidade
do Minho
Instituto Educação, Portugal
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Resumo:
O presente texto apresenta um estudo em fase final desenvolvido
numa aula de História do 11º ano de escolaridade /Ensino
Secundário do curso de Ciências Socioeconómicas.
O seu objecto é a literacia visual histórica, definida
como o processo de desenvolvimento de crescente sofisticação
da percepção e da interpretação de fontes
iconográficas (cartoons /charges e cartazes políticos),
envolvendo competências adstritas ao questionamento histórico,
ao pensamento crítico, à tomada de consciência
das estratégias visuais que os artistas utilizam para persuadirem
os leitores. A temática histórica cingiu-se ao período
pós-queda da ditadura em Portugal (Estado Novo) em 1974,
conhecido como “A Revolução dos Cravos”. A análise
das respostas dos alunos a fichas de trabalho foi sustentada por
categorias que cruzam as especificidades do questionamento histórico
e o visual -verbal e gráfico que os domínios da Cultura
Visual e dos Estudos Políticos sustentam.
Palavras-chave:
interpretação,
cartoons, cartazes, História
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10-
Terrorismo e Mídia em V de Vingança:
O terrorista e sua representação.
Profa. Dra. Patrícia
Vargas Lopes de Araujo
Professora de História Contemporânea – Departamento
de História/ UFV
pvargasaraujo@hotmail.com
Michele
Aparecida Evangelista
Graduanda em História – UFV
michele2007ufv@yahoo.com.br
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Resumo:
O intuito deste trabalho é analisar de forma crítica
o filme V de Vingança (James Mcteigue, 2006), comparando-o
a Graphic Novell que deu origem a este, a fim de contribuir para
a compreensão do fenômeno do Terrorismo enfocando a
relação entre terrorismo e mídia e o modo como
os grupos terroristas são representados. Por outro lado,
destacar a importância das obras de ficção como
fonte histórica e as suas especificidades como veículos
visuais.
Palavras-chave:
Terrorismo – Mídia – História
– imagem – representação
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11-
“O Chefe Nacional está sempre entre
nós”: imagens de Plínio Salgado nas publicações
da Província Integralista Fluminense.
Pedro Ernesto Fagundes
Doutor em História Social (UFRJ).
Prof. do Centro Universitário São Camilo – ES
Profl. Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim – ES
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Resumo:
O objetivo do trabalho é analisar a atuação
da Ação Integralista Brasileira (AIB) no estado do
Rio de Janeiro. Entre os anos de 1932-1937, os integralistas conseguiram
organizar núcleos em quase todas as regiões do país
e atrair para suas fileiras milhares de adeptos. Em sua trajetória
os “camisas-verdes” fluminenses criaram órgãos de
imprensa. Nesse artigo analisaremos as imagens fotográficas
das revistas Falena e Sigma.
Palavras-chave:
Integralismo; Imagens fotográficas;
História Política
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12-
Memória, sociedade, cinema e literatura:
lembranças da infância no filme A era do rádio
do cineasta Woody Allen e no livro W ou a memória da infância
de Georges Perec.
Edilson Baltazar
Barreira Júnior
Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará
–UFC
Prof. na Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará
–ESMEC
Pesquisador associado ao Núcleo de Estudos em Religião,
Cultura e Política - UFC
edilsonbarreira@yahoo.com.br
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Resumo:
O trabalho analisa brevemente o filme A Era do Rádio (Radio
Days) escrito e dirigido pelo cineasta americano Woody Allen em
1987, a partir de elementos que constituem suas memórias
de infância. O ensaio segue pelo caminho da análise
social e como elemento teórico buscou-se arrimo na obra Memória
Coletiva de Maurice Halbwachs, cuja tese central é mostrar
a impossibilidade de evocação das lembranças
se não tomarmos os quadros sociais como pontos de referência
na tarefa da reconstrução da memória. Intenta-se
também uma comparação entre as lembranças
infantis mostradas no filme e com as descritas por Georges Perec
no livro de W ou a memória da infância.
Palavras-chave:
Woody Allen, Georges Perec, cinema,
memórias, infância e rádio
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13-
Labirintos no tempo: a cidade medieval e
os espaços.
Marlen Batista De
Martino
Prof. Dra. História e Teoria da Arte da Universidade do
Estado de Santa Catarina demartino.marlen@gmail.com
Isadora
Gonçalves de Azevedo
Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa
Catarina isadoracga@gmail.com
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Resumo:
Abordamos neste artigo algumas características pertinentes
as cidades medievais, na tentativa de estabelecer relações
com diversos aspectos espaciais avistados nas cidades contemporâneas.
A cidade pode ser pensada como um local de encontro e de trocas,
um entrecruzamento de peculiaridades. A urbe contemporânea,
com uma versatilidade inerente as suas conformações,
é tributária de antigas camadas urbanas. Um grande
número de elementos sobrevive denunciando as heranças
legadas pelas cidades antigas.
Palavras-chave:
Cidade. Idade Média. História.
Contemporâneo
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14-
História Oral com espíritos?
A construção de narrativas visionárias e hermesianas
na pós-modernidade.
Adilson Marques
Doutor em Antropologia das Organizações e Educação
pela USP
asamar_sc@hotmail.com
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Resumo:
O interesse em utilizar os recursos da História Oral para
entrevistar “espíritos” surgiu em meados de 2001 quando conheci
a chamada “comunicação mediúnica” ou “intercâmbio
com os seres incorpóreos”, e se concretizou em 2005 quando
descobri algo extraordinário do ponto de vista antropológico
e sócio-cultural: um “preto-velho”, ou seja, um “espírito”
que, supostamente, costuma se manifestar e atender consulentes nos
chamados “terreiros de umbanda”, fazendo palestras públicas
pela Internet e respondendo questões dos internautas sobre
as epístolas do apóstolo Paulo, as lições
de Krishna para Arjuna, os Sutras budistas, a Oração
de São Francisco etc. No mesmo ano entrei em contato com
o médium para saber da possibilidade de entrevistar “pai
Joaquim de Aruanda”. Com sua resposta afirmativa, organizei entre
os anos de 2005 e 2007, oito entrevistas com o “espírito”,
na cidade de São Carlos/SP. Todas foram gravadas em vídeo,
totalizando cerca de 28 horas de gravação, sendo boa
parte do material sobre a Umbanda, religião medianímica
em que os “pretos-velhos” se manifestam.
Palavras-chave:
História Oral, espíritos,
Pai Joaquim de Aruanda, pretos-velhos, mediunidade
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15-
Homens Santos no Mediterrâneo Tardo
Antigo: novas perspectivas eremíticas através das
hagiografias de Valério de Bierzo.
Andrea Dal Pra de
Deus
Doutoranda UFPR
andreadallpra@gmail.com
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Resumo:
As hagiografias de Valério, bem como toda sua produção
literária, intentavam ser um instrumento didático
aos monges, durante seu período de formação
intelecto-religiosa. Dado seu grande número de manuscritos
existentes, a compilação hagiográfica de Valério
de Bierzo deve ter tido uma considerável difusão nos
ambientes monásticos da Hispania alto-medieval. Para ser
santo, mais que membro da hierarquia eclesiástica o homem
tardo-antigo tinha que, necessariamente, passar pela prática
eremítica. Esta idéia, presente nas hagiografias de
Valério do Bierzo, expõe uma fratura política
dentro da instituição eclesiástica e predispõe
um destaque social à prática eremita.
Palavras-chave:
hagiografias; homem santo; eremitismo;
Valério de Bierzo; Tardo-Antigo
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16-
Do mar da esperança ao deserto do
desalento: Deus e o Diabo na terra do sol, Terra em
Transe e os seus entrelaçamentos com a História.
Esdras Carlos de
Lima Oliveira
Mestrando em História Social da Cultura Regional – UFRPE
ecloliveira@hotmail.com
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Resumo:
Este artigo pretende analisar duas obras do cineasta baiano Glauber
Rocha e seus entrelaçamentos com o contexto histórico
na qual foram criadas. Também lançaremos um olhar
sobre a imagem do mar presente em muitas obras do diretor e que
nas duas películas, Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)
e Terra em Transe (1967), aparece como elemento que une as duas
produções e ora é mostrada como alegoria da
esperança revolucionária, ora como caminho para observar
o fim do sonho. Além disto, com a ajuda destes filmes, veremos
como a ditadura militar, no Brasil, foi sentida pela intelectualidade.
Para construir tal conhecimento usamos como principal referencial
teórico o historiador Marc Ferro e sua obra Cinema e História,
além de pensadores do cinema brasileiro como Ismail Xavier
e Lúcia Nagib, que se debruçaram sobre o Cinema Novo,
a obra de Glauber e suas respectivas reverberações.
Palavras-chave:
Cinema-História, Cinema
Novo, Glauber Rocha, ditadura, intelectuais, mar
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17-
Representações femininas nas
histórias em quadrinhos da EBAL.
Natania A. Silva
Nogueira
Especialista em História do Brasil
nogueira.natania@gmail.com
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Resumo:
No presente trabalho, faremos uma análise das representações
das mulheres nas histórias em quadrinhos publicadas no Brasil
pela Ebal dos anos 50/70. Nosso objetivo é identificar mudanças
e permanências em relação à imagem e
ao discurso criado em torno das mulheres, algumas vezes a heroína
destemida e independente, outras vezes a mocinha sempre em perigo,
necessitando da proteção masculina. Ao mesmo tempo,
iremos fazer uma ponte entre o discurso e a prática social,
ligando a realidade vivida pelas mulheres – nos contextos específicos
em que as histórias em quadrinhos foram concebidas – e a
representação que se deseja fazer delas.
Palavras-chave:
gênero, histórias
em quadrinhos, representações
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18-
O cinema e as utilizações sociais
da memória: os exemplos dos filmes “Narradores de Javé”
& “Uma cidade sem passado”.
Caio César
Santos Gomes
Especialista em Ensino de História - FSLF – Aracaju/SE
caiocsg20@hotmail.com
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Resumo:
Este artigo discute sobre as diferentes formas de utilização
das memórias individuais e coletivas pelos grupos sociais,
configurando-se em utilizações sociais da memória.
Os casos que serviram de referência para a elaboração
da análise foram os exemplos demonstrados nos filmes “Narradores
de Javé” e “Uma cidade sem passado”. A elaboração
do texto teve embasamento na leitura de bibliografias sobre a relação
cinema/história e, sobretudo história/memória.
Através da análise sobre como cada produção
aborda a questão da utilização da memória
foi possível compreender os processos de disputa em trono
das lembranças e como estas podem, a depender do contexto,
servir de instrumentos para despertar sentimentos variados e/ou
atender os interesses dos grupos sociais envolvidos.
Palavras-chave:
História; Memória;
Cinema; Narradores de Javé; Uma cidade sem passado
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19-
Entre Princeps Hispaniarum e Caesar: Felipe
de Habsburgo. Educação política e a imagem
de um príncipe ideal na análise do retrato de Tiziano
Vecellio (c. 1550).
Rivadávia
Padilha Vieira Júnior
Bacharel em História e graduando em Licenciatura em História,
UFRGS
rivajr@gmail.com
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Resumo:
A proposta deste trabalho se insere entre os estudos que há
algumas décadas já despertam interesse e produção
dentro da historiografia dedicada às projeções
de práticas simbólicas relacionadas com o poder político,
mais precisamente as que envolvem este e a imagem. Neste estudo
será abordado o personagem histórico Felipe de Habsburgo
(1527-1598) ainda pouco estudado no campo historiográfico,
direcionando o objetivo desta análise para a sua educação
política e sua representação pictórica
no gênero retratístico moderno. Dentro desta temática
um recorte mais específico é realizado através
da delimitação da fonte principal a ser analisada:
o retrato de Felipe II de armadura (c. 1550), realizado pelo pintor
cadorino Tiziano Vecellio (c. 1490-1576) exposto no Museu Nacional
do Prado.
Palavras-chave:
Felipe de Habsburgo – Felipe
II de Espanha - Tiziano Vecellio – Iconografia – Retrato moderno
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20-
Espanhóis versus ameríndios:
da alteridade ao distanciamento cultural que culminou em sangue.
Susan Lauren Zille
Machado.
Graduanda do curso de História, FURG/RS.
E-mail: slzillemachado@yahoo.com.br
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Resumo:
O presente trabalho visa através da visão européia
identificar e reconstituir o motivo principal que incentivou estes
homens à guerra. Assim utilizaremos como fontes as epístolas
do navegador/explorador Hernán Cortéz e do frei Bartolomeu
de Las Casas. Focados no conceito de alteridade fundamentado por
Tzvetan Todorov e Huberto Rohden, ao distanciamento cultural, buscamos
compreender o porque da supremacia da parcela espanhola em detrimento
da ameríndia.
Palavras-chave:
Expansões Ultramarinas,
Espanha/Ameríndios, Alteridade, Distanciamento Cultural,
Guerras, Mortes
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